Bom Jardim de MinasMG
6.968 habitantes · IBGE 3107505
Resumo socioambiental
Bom Jardim de Minas apresenta um quadro de saneamento misto, com pontos fortes em coleta e fragilidades graves em tratamento de esgoto e cobertura de água. A coleta de esgoto atinge 100,0% dos domicílios (2020), bem acima da mediana nacional de 87,8% e da média mineira de 85,0% (2021), mas o tratamento de esgoto é 0,0% desde pelo menos 2013, contra mediana nacional de 37,7% e estadual de 44,5% (2022) — ou seja, o município coleta praticamente todo o esgoto, mas não trata nada, situação que expõe corpos hídricos a contaminação direta. A cobertura de água também recuou de 100% (2008-2009) para 72,9% em 2022, queda de 27,1% no período, ficando abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (84,3%), no percentil 46 — um retrocesso que merece atenção prioritária dos gestores.
Em relação a resíduos sólidos, o município evoluiu de forma positiva: domicílios com coleta subiram de 86,5% (2010) para 92,0% (2022), superando a mediana nacional (76,9%) e a UF (86,1%), no percentil 82. O destino inadequado de resíduos caiu de 13,5% para 5,0% no mesmo período (-62,9%), abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima da UF (7,4%). Essa melhoria em gestão de resíduos, contudo, não se refletiu nas emissões de GEE do setor, que subiram levemente para 3.684 tCO₂e (2024, +7,8% desde 2010), sugerindo que o ganho em cobertura de coleta não veio acompanhado de redução proporcional nas emissões associadas ao tratamento final dos resíduos.
O balanço de emissões totais é favorável: o município caiu de 92.056 tCO₂e (2010) para 18.350 tCO₂e (2024), redução de 80,1%, situando-se no percentil 7 nacional — muito abaixo da mediana (138.513 tCO₂e). Essa trajetória foi puxada principalmente pela queda expressiva das emissões fora do setor de energia, já que as emissões de energia praticamente dobraram, de 6.177 para 12.462 tCO₂e (+101,8%), tornando-se hoje a principal fonte de emissões do município e um ponto de atenção para políticas futuras de eficiência energética.
Por fim, a perda de água na distribuição, embora ainda elevada em 22,3% (2022), está abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), no percentil 29 — indicando desempenho operacional relativamente melhor que a média, mas ainda com margem de redução, especialmente diante da queda na cobertura de água observada no período. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados (2016), o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes. Em síntese, o município combina avanços consistentes em gestão de resíduos e redução geral de emissões com desafios estruturais crônicos em tratamento de esgoto e recuo na cobertura de água, que devem orientar as prioridades de investimento público.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
72.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
86.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
22.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
92.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
18.350 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.684 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
12.462 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
