Bom JardimRJ

29.736 habitantes · IBGE 3300506

IA

Resumo socioambiental

Bom Jardim/RJ apresenta um quadro socioambiental preocupante, marcado principalmente pelo colapso do saneamento de esgoto. A coleta de esgoto, que chegou a 100,0% em 2009, despencou para apenas 0,3% em 2020, e o tratamento praticamente desapareceu, atingindo 0,0% no mesmo ano — ambos muito abaixo da mediana nacional (59,9% e 33,3%, respectivamente) e do patamar estadual (64,7% e 52,9%). A cobertura de água também é frágil, com 58,8% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante do desempenho fluminense (90,6%), posicionando o município no percentil 30. A perda de água, embora tenha recuado de picos acima de 40% (2020-2021) para 21,8% em 2024, ainda representa desperdício relevante, mesmo estando abaixo da mediana nacional (29,1%).

Chama atenção o descompasso entre os dados do Censo e os do SNIS: os domicílios com coleta de esgoto caíram de 93,2% (2010) para 72,8% (2022), enquanto o destino inadequado de resíduos domiciliares recuou para 1,7%, valor bem inferior à mediana nacional (14,9%) e próximo da média estadual (2,0%). Essa aparente contradição sugere possível descontinuidade ou fragilidade no reporte dos dados de esgotamento sanitário ao SNIS, o que merece verificação por parte da gestão local, já que compromete o diagnóstico da rede de coleta.

No âmbito climático, as emissões totais de GEE caíram 36,9% desde 2010, chegando a 114.255 tCO₂e em 2024 — ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e é maior, portanto o município está relativamente melhor posicionado, no percentil 44). Entretanto, as emissões de resíduos cresceram 58,9% no período, atingindo 17.135 tCO₂e, valor quase três vezes a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 80 — um reflexo direto da ausência de tratamento de esgoto e da provável deficiência na gestão de resíduos sólidos. As emissões de energia também aumentaram 42,5%, para 61.729 tCO₂e, situando o município no percentil 74 nacionalmente.

Em síntese, Bom Jardim combina infraestrutura de saneamento em franco retrocesso — especialmente na coleta e tratamento de esgoto — com pressão crescente sobre as emissões de resíduos e energia, ainda que as emissões totais de GEE tenham diminuído. A geração de energia é predominantemente hidráulica (23 MW, percentil 65), sem avanço da biomassa (estável em 3 MW desde 2010). Recomenda-se priorização de investimentos em coleta e tratamento de esgoto, dada sua relação direta com o aumento das emissões de resíduos e o risco à saúde pública, além de verificação da consistência dos dados reportados ao SNIS.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

58.8%

2024

30
0.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

0.3%

2020

99.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2020

100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

21.8%

2024

71
1.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

72.8%

2022

43
22.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.7%

2022

90
75.3% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

26 MW

HidráulicaBiomassa

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

23 MW

2024

65
53.9% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

114.255 tCO₂e

2024

56
36.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

17.135 tCO₂e

2024

20
58.9% no período

Emissões de energia

SEEG

61.729 tCO₂e

2024

26
42.5% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.