Bom Jesus da SerraBA

10.028 habitantes · IBGE 2903953

IA

Resumo socioambiental

Bom Jesus da Serra/BA apresenta quadro socioambiental preocupante, com defasagem estrutural em saneamento básico. A cobertura de água atingiu apenas 29,3% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (80,7%), posicionando o município no percentil 6 do país — ou seja, entre os piores do Brasil. Chama atenção a trajetória: o indicador chegou a superar 40% entre 2011 e 2019, mas recuou abruptamente a partir de 2020, sugerindo perda de infraestrutura ou falha de manutenção. Coerente com esse cenário, a perda de água saltou de patamares baixos (5% a 9% entre 2008 e 2012) para 23,3% em 2022, variação acumulada de +137,3% no período, embora ainda abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%).

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do município. Apenas 38,0% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), ante mediana nacional de 76,9% e UF de 69,0%, situando Bom Jesus da Serra no percentil 7 nacional. Como reflexo direto, o destino inadequado de dejetos atinge 60,7% dos domicílios, valor extremamente elevado frente à mediana do país (14,9%) e da Bahia (17,1%), colocando o município no percentil 97 — entre os piores do Brasil nesse quesito, apesar da melhora relativa desde 2010 (70,8%). Essa carência sanitária tem relação direta com as emissões de resíduos, que somaram 4.684 tCO₂e em 2024, com tendência de leve alta (+14,9% desde 2010), ainda que abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

No balanço geral de gases de efeito estufa, o município exibe resultado atípico e positivo: as emissões totais são negativas, em -28.652 tCO₂e em 2024, indicando que o setor de uso da terra e florestas atua como sumidouro de carbono, compensando as emissões de energia (5.599 tCO₂e, alta de 210,7% desde 2010) e de resíduos. Esse padrão contrasta fortemente com a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e da UF, colocando Bom Jesus da Serra no percentil 3 — entre os municípios com menor pegada líquida de carbono do país, provavelmente por manutenção de cobertura vegetal.

Por fim, os registros hídricos extremos revelam maior exposição à seca do que a cheias: não há registros de cheia em 2016, mas foram contabilizados 15 registros de seca observada, posicionando o município no percentil 95 nacional para esse indicador, o que reforça a vulnerabilidade climática já evidenciada pela fragilidade do abastecimento de água. O quadro geral aponta para a urgência de investimentos em infraestrutura hídrica e de esgotamento sanitário, dado que os déficits de cobertura e as perdas elevadas comprometem tanto a saúde pública quanto a resiliência do município a eventos de seca.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

37.3%

2024

10
7.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

23.2%

2024

66
352.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

38.0%

2022

7
30.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

60.7%

2022

3
14.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-28.652 tCO₂e

2024

97
220.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.684 tCO₂e

2024

60
14.9% no período

Emissões de energia

SEEG

5.599 tCO₂e

2024

77
210.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

15

2016

5
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.