Bom Jesus do GalhoMG
14.756 habitantes · IBGE 3107802
Resumo socioambiental
Bom Jesus do Galho apresenta um quadro de saneamento básico abaixo da média nacional e mineira, com sinais de deterioração recente em indicadores centrais. A cobertura de água atingiu 66,8% em 2024, recuperando-se de uma queda atípica em 2023 (57,7%), mas ainda inferior à mediana brasileira (73,2%) e muito distante da média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 41 nacional. Mais preocupante é a coleta de esgoto, que caiu de patamares próximos a 99% entre 2016 e 2020 para 76,3% em 2024 — uma retração de 22% no período recente — embora ainque esse valor supere a mediana nacional (59,9%) e esteja próximo da média estadual (78,2%). O dado mais crítico do dossiê é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% em toda a série histórica (2013–2024), enquanto a mediana nacional já alcança 33,3% e a mineira 44,6%; ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que ajuda a explicar por que 27,6% dos domicílios ainda têm destino inadequado de resíduos (Censo 2022), taxa quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e quatro vezes a mineira (7,4%).
As perdas de água, embora tenham recuado de 33,6% (2010) para 25,4% (2024), ainda representam desperdício relevante, mesmo estando abaixo da mediana nacional (29,1%) e da mineira (35,8%). A combinação de perdas moderadas com baixa cobertura de água sugere que a infraestrutura de distribuição ainda demanda investimentos, especialmente considerando que a expansão da coleta domiciliar de resíduos (de 61,3% em 2010 para 69,7% em 2022) não foi acompanhada de melhoria equivalente no esgotamento sanitário.
No eixo climático, as emissões totais de GEE saltaram para 288.402 tCO₂e em 2024, alta de 68,9% em relação a 2010 e bem acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 69 — entre os mais emissores relativos do país, embora ainda marginal frente ao total estadual. As emissões de resíduos seguem trajetória ascendente (8.218 tCO₂e, +31,7% desde 2010, percentil 60), reforçando a leitura de que a ausência de tratamento de esgoto e a gestão inadequada de resíduos sólidos são fatores conjugados de pressão ambiental. Em contraste, as emissões de energia caíram 29,5% no período (7.147 tCO₂e em 2024), ficando abaixo da mediana nacional, o que indica que o problema emissivo do município está concentrado no setor de resíduos e não na matriz energética.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados (ANA, 2016), o que limita a análise de risco hidroclimático, mas a baixa potência hidráulica instalada (3 MW, percentil 37) confirma um perfil de baixa relevância energética hídrica local. Em síntese, o município exige atenção prioritária para a universalização do tratamento de esgoto — hoje inexistente — e para a reversão da recente queda na coleta, medidas que tendem a reduzir simultaneamente as emissões de resíduos e o passivo ambiental associado ao destino inadequado
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
66.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
76.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
25.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
69.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
27.6%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
3 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
3 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
288.402 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.218 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
7.147 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
