Bom Jesus do ItabapoanaRJ
37.172 habitantes · IBGE 3300605
Resumo socioambiental
Bom Jesus do Itabapoana apresenta quadro socioambiental misto, com avanços no acesso a serviços de saneamento, mas fragilidades operacionais relevantes. A cobertura de água atingiu 84,1% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e no percentil 62, embora ainda abaixo do patamar estadual (89,1%) e com trajetória instável desde 2017, quando chegou a superar 91%. A coleta de esgoto está em 100,0% (2020), bem acima da mediana nacional (87,8%) e do próprio Rio de Janeiro (72,7%). Entretanto, essa coleta quase universal contrasta fortemente com o tratamento de esgoto, de apenas 2,2% (2022) — percentil 28, muito abaixo da mediana nacional (37,7%) e do estado (56,6%). O município conta com apenas 1 ETE (2020), o que evidencia gargalo estrutural: capta-se o esgoto, mas não há capacidade de tratá-lo adequadamente.
A perda de água é o indicador mais crítico do dossiê, atingindo 54,1% em 2022, com alta de +19,6% frente ao início da série e percentil 88 (pior situação relativa) — muito acima da mediana nacional (29,9%) e superando também o percentil estadual (48,6%). Essa perda elevada compromete a eficiência do sistema de abastecimento e ajuda a explicar a oscilação na cobertura de água, sugerindo perdas físicas ou de gestão na rede que consomem recursos investidos sem entrega proporcional ao usuário final. Por outro lado, o indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares caiu para 4,7% em 2022 (redução de -49,8% desde 2010), com percentil 23, mostrando melhoria consistente na destinação domiciliar, mesmo abaixo do desempenho estadual (2,0%).
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 303.779 tCO₂e em 2024, com leve queda de -2,1% em relação a 2010, mas ainda no percentil 70 (acima da mediana nacional de 138.513 tCO₂e). Chama atenção o comportamento oposto entre os setores: emissões de energia caíram -34,0% no período, refletindo maior eficiência ou mudança na matriz local, enquanto as emissões de resíduos cresceram +19,2%, atingindo 33.053 tCO₂e em 2024 (percentil 90, entre os mais altos do comparativo nacional). Esse aumento nas emissões de resíduos é coerente com a baixa taxa de tratamento de esgoto, indicando que a gestão de efluentes e resíduos sólidos permanece como o principal vetor de pressão ambiental do município.
Do ponto de vista de infraestrutura energética, a potência hidráulica instalada de 40 MW permanece estável desde 2010, situando o município no percentil 76 nacional, acima da mediana (10 MW), embora modesta frente ao potencial estadual (1.358 MW). Os registros de eventos extremos de 2016 mostram exposição a cheias (8 registros, percentil 100 nacional) e seca (1 registro, percentil 59), indicando vulnerabilidade hidroclimática que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de saneamento e drenagem, especialmente diante das perdas de água já identificadas.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
87.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2020
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
2.2%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
45.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
87.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.7%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
40 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
40 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
303.779 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
33.053 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
40.583 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
8
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
