Bom Jesus do OesteSC

2.234 habitantes · IBGE 4202578

IA

Resumo socioambiental

Bom Jesus do Oeste/SC apresenta em 2024 cobertura de água de apenas 42,6%, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e do patamar catarinense (86,8%), posicionando o município no percentil 14 do país. O indicador vem de queda no último ano (-1,0%) e mantém-se estagnado desde 2010, quando era 43,0%. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que saltou para 44,4% em 2024 (+26,2% na variação recente), superando tanto a mediana nacional (29,1%) quanto a média estadual (32,3%) e colocando o município no percentil 78 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. A combinação de baixa cobertura com alta perda sugere ineficiência estrutural na rede de abastecimento, que compromete tanto o acesso da população quanto a sustentabilidade do sistema.

Em contrapartida, o saneamento de esgoto e resíduos sólidos mostra evolução expressiva: a coleta domiciliar atingiu 97,1% em 2022 (percentil 97, muito acima da mediana nacional de 76,9%), e o destino inadequado de dejetos caiu para 2,5%, próximo do índice estadual (3,2%) e bem melhor que a mediana brasileira (14,9%). Essa trajetória, partindo de 41,1% de destino inadequado em 2010, indica investimento consistente em infraestrutura sanitária ao longo da década, contrastando com a estagnação observada no abastecimento de água.

Quanto às emissões de GEE, o município soma 38.985 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo o porte reduzido do município (percentil 15). Contudo, as emissões de energia cresceram 79,5% na série, chegando a 5.515 tCO₂e, e as de resíduos aumentaram 50,9%, para 1.667 tCO₂e — este último crescimento coerente com a maior cobertura de coleta, que tende a concentrar e formalizar a destinação dos resíduos, ainda que gerando mais emissões contabilizadas. Mesmo com esse aumento, os valores absolutos permanecem muito inferiores às medianas nacionais, mantendo o município em posição favorável no ranking geral.

Sobre eventos extremos, os dados disponíveis (2016) registram ausência de cheias e 5 registros de seca, acima da mediana nacional (zero) e no percentil 76 do país, sinalizando maior vulnerabilidade à escassez hídrica — o que reforça a urgência de qualificar a gestão do abastecimento de água, dada a alta perda já constatada no sistema.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

42.6%

2024

14
1.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

44.4%

2024

22
26.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

97.1%

2022

97
65.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.5%

2022

86
93.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

38.985 tCO₂e

2024

85
14.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.667 tCO₂e

2024

92
50.9% no período

Emissões de energia

SEEG

5.515 tCO₂e

2024

77
79.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.