Bom Jesus do SulPR

4.061 habitantes · IBGE 4103156

IA

Resumo socioambiental

Bom Jesus do Sul/PR apresenta um quadro de saneamento básico crítico e distante da realidade nacional e estadual. A cobertura de água atingiu 36,9% em 2024, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e do Paraná (89,5%), posicionando o município no percentil 10 — entre os piores do país. Chama atenção a trajetória instável: houve crescimento até 2021 (47,6%), seguido de forte queda em 2023 (25,0%) e recuperação parcial em 2024, sugerindo descontinuidade na gestão ou nos dados reportados. A perda de água, por sua vez, chegou a 25,1% em 2024, com aumento de 40,0% desde 2010, embora ainda esteja ligeiramente abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (29,0%).

O saneamento de esgoto é o ponto mais preocupante do dossiê. A coleta domiciliar caiu para 63,3% em 2022 (queda de 7,7% desde 2010), enquanto o destino inadequado de dejetos subiu para 36,4%, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima do Paraná (5,6%), colocando o município no percentil 82 — entre os piores do Brasil nesse quesito. Essa deficiência estrutural provavelmente contribui para o aumento das emissões de resíduos, que cresceram 14,1% desde 2010, atingindo 2.906 tCO₂e em 2024, embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Em contrapartida, o balanço geral de emissões de GEE mostra trajetória favorável: 43.344 tCO₂e em 2024, queda de 18,5% em relação a 2010, situando o município no percentil 18 (baixas emissões relativas). As emissões de energia, no entanto, mais que dobraram no período (+118,2%, para 3.092 tCO₂e em 2024), sinalizando pressão crescente desse setor, ainda que em patamar bem inferior à mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Os registros hidrológicos de 2016 indicam eventos de seca (5 registros) mais expressivos que cheias (1 registro), ambos no percentil 76 nacional, sugerindo maior vulnerabilidade à escassez hídrica do que a inundações. Esse dado reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de água e esgoto, já que a combinação de baixa cobertura de água, alto índice de perdas e destinação inadequada de esgoto amplia os riscos sanitários e ambientais em cenários de estresse hídrico.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

36.9%

2024

10
37.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

25.1%

2024

61
40.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

63.3%

2022

30
7.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

36.4%

2022

18
15.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

43.344 tCO₂e

2024

82
18.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.906 tCO₂e

2024

76
14.1% no período

Emissões de energia

SEEG

3.092 tCO₂e

2024

88
118.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.