Bom Jesus do TocantinsTO
4.181 habitantes · IBGE 1703305
Resumo socioambiental
Bom Jesus do Tocantins/TO apresenta quadro socioambiental misto, com avanços no saneamento básico e sinais de alerta nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 90,3% em 2022, patamar acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (86,6%), posicionando o município no percentil 71 do país. Contudo, esse resultado convive com perdas de água elevadas, de 55,6% no mesmo ano — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à UF (34,3%), colocando o município no percentil 89 (entre os piores do Brasil nesse quesito). Essa combinação sugere ineficiência operacional no sistema de distribuição, com desperdício significativo do recurso captado e tratado.
Na gestão de resíduos sólidos, a coleta domiciliar chegou a 77,0% em 2022, praticamente equivalente à mediana nacional (76,9%), com evolução expressiva de +22,4% desde 2010. Ainda assim, 20,9% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos, acima da mediana do país (14,9%) e da UF (14,9%), indicando que parcela relevante da população ainda carece de solução adequada de esgotamento sanitário — o que também se reflete, ainda que de forma discreta, nas emissões de resíduos (2.200 tCO₂e em 2024, com alta de 102,6% desde 2010, porém abaixo da mediana nacional e no percentil 15, ou seja, entre os menores emissores do país nesse setor).
O ponto mais crítico do dossiê é o total de emissões de GEE do município, que saltou para 1.307.031 tCO₂e em 2024, um crescimento de 108,9% desde 2010, posicionando Bom Jesus do Tocantins no percentil 92 nacional — muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e), embora, naturalmente, distante da magnitude estadual. O salto expressivo entre 2022 e 2024 (de 690 mil para 1,3 milhão de tCO₂e) e o crescimento também abrupto das emissões de energia (de 799 para 5.839 tCO₂e no último ano) merecem investigação sobre suas causas, provavelmente ligadas a mudança de uso do solo ou atividades agropecuárias, dado que resíduos e energia respondem por fração pequena do total.
Em síntese, o município evoluiu positivamente em acesso à água e coleta de resíduos, mas enfrenta desafios estruturais de eficiência hídrica, destinação inadequada de esgoto e, sobretudo, uma trajetória de emissões de GEE fortemente crescente e destoante do padrão nacional, que demanda atenção prioritária da gestão pública local.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
72.4%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
45.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
77.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
20.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.307.031 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.200 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
5.839 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
