Bom Jesus dos PerdõesSP

22.501 habitantes · IBGE 3507100

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Resumo socioambiental

Bom Jesus dos Perdões/SP apresenta saneamento básico em patamar superior à média nacional, mas com fragilidades pontuais que merecem atenção da gestão. A cobertura de água atingiu 92,4% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e do percentil 81, embora ainda abaixo da média estadual (96,6%). A perda de água na distribuição caiu drasticamente para 9,7% em 2024, uma redução expressiva frente aos 30,7% de 2023 e bem inferior à mediana nacional (29,1%) e à média de SP (28,2%), posicionando o município no percentil 6 — ou seja, entre os que menos desperdiçam água tratada no país.

A coleta de esgoto, embora também acima da mediana nacional (92,4% vs. 59,9%), recuou 6,4% frente a anos anteriores, quando o município chegava a superar 99% (2017-2018). O ponto mais crítico é o tratamento de esgoto, de apenas 8,3% em 2024, muito aquém da mediana nacional (33,3%) e da média estadual (66,6%), posicionando o município no percentil 32. Essa lacuna entre alta coleta e baixo tratamento indica que grande parte do esgoto captado ainda é lançado sem tratamento adequado, um gargalo estrutural que contrasta com os bons indicadores de água e de destinação de resíduos domiciliares (apenas 0,7% com destino inadequado em 2022, ante mediana nacional de 14,9%).

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 144.722 tCO₂e em 2024, praticamente dobrando desde 2010 (+100,6%), com o setor de energia respondendo pelo maior crescimento (+172,9% no período, atingindo 138.785 tCO₂e) e situando o município no percentil 85 nacional — evidenciando forte dependência de fontes emissoras de carbono na matriz energética local. As emissões de resíduos também cresceram 52,6% desde 2010, chegando a 15.127 tCO₂e em 2024 (percentil 77), o que reforça a necessidade de ampliar o tratamento de esgoto e qualificar a gestão de resíduos como estratégia conjunta de mitigação.

Em síntese, o município combina bons resultados em cobertura e perdas de água com deficiências relevantes em tratamento de esgoto e em emissões de GEE, sobretudo do setor energético. A ampliação de estações de tratamento e a diversificação da matriz energética surgem como prioridades para reduzir simultaneamente passivos ambientais e riscos sanitários, aproveitando a base already consolidada em infraestrutura hídrica.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

92.4%

2024

81
6.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

92.4%

2024

86
6.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

8.3%

2024

32

Perda de água

SNIS/SINISA

9.7%

2024

94
70.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

91.3%

2022

81
8.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.7%

2022

95
7.9% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

2

2025

87
100.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

144.722 tCO₂e

2024

48
100.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

15.127 tCO₂e

2024

23
52.6% no período

Emissões de energia

SEEG

138.785 tCO₂e

2024

15
172.9% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.