Bom JesusPB

2.333 habitantes · IBGE 2502201

IA

Resumo socioambiental

Bom Jesus/PB apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços no abastecimento de água mas retrocesso relevante no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 78,5% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima da média estadual (77,2%), posicionando o município no percentil 53. A perda de água caiu para 24,9% em 2022 — melhora expressiva frente ao pico de 48,5% em 2017 — ficando também abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (37,3%), o que indica ganhos de eficiência operacional na rede.

O saneamento de esgoto, porém, revela um problema estrutural: embora a coleta tenha se mantido em 100% desde 2013 (dado de 2017), o tratamento caiu de 100% para 0% entre 2013 e 2016/2017, um retrocesso total. Isso significa que todo o esgoto coletado é despejado sem tratamento, situação que contrasta com a mediana nacional de tratamento (37,7%) e estadual (42,7%). Essa lacuna ajuda a explicar o percentual ainda alto de destino inadequado de resíduos domiciliares (23,5% em 2022), acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (15,4%), apesar da melhora frente aos 32,5% de 2010.

No eixo climático, as emissões totais de GEE do município cresceram 82,9% entre 2010 e 2024, atingindo 15.230 tCO₂e, impulsionadas principalmente pelo surgimento de emissões de energia (de zero em 2017 para 889 tCO₂e em 2024) e pelo crescimento constante das emissões de resíduos (+34,1% no período, para 1.157 tCO₂e em 2024). Ainda assim, em termos absolutos o município permanece com participação marginal nas emissões nacionais e estaduais, situando-se no percentil 6 (GEE total) e percentil 8 (resíduos), refletindo seu porte populacional reduzido (~2.333 habitantes).

Quanto à segurança hídrica, o município registrou 13 ocorrências de seca em 2016 (ANA/SUM), no percentil 92 nacional — indicando maior exposição a estiagens do que a maioria dos municípios brasileiros —, sem registros de cheias no mesmo ano. Já o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (4,000) iguala a mediana nacional e supera a média estadual (2,717), sugerindo perspectiva relativamente favorável a longo prazo, desde que os investimentos em infraestrutura de esgoto e monitoramento hídrico sejam retomados para sustentar os ganhos observados no abastecimento de água.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

50.5%

2024

21
22.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2017

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2017

100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

39.8%

2024

29
17.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

76.4%

2022

49
13.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

23.5%

2022

35
27.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

15.230 tCO₂e

2024

94
82.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.157 tCO₂e

2024

97
34.1% no período

Emissões de energia

SEEG

889 tCO₂e

2024

98

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

13

2016

8
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.