Bom JesusRS
11.431 habitantes · IBGE 4302303
Resumo socioambiental
Bom Jesus/RS apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços pontuais em perdas de água e emissões totais, mas lacunas estruturais em saneamento. A cobertura de água chegou a 75,0% em 2022, praticamente estagnada desde 2014 e ligeiramente abaixo da mediana nacional (76,5%) e bem distante da média do Rio Grande do Sul (88,1%). A perda de água, por sua vez, caiu para 23,1% em 2022, melhor que a mediana nacional (29,9%) e a estadual (36,5%), indicando alguma eficiência operacional no sistema de abastecimento.
O maior alerta está no esgotamento sanitário: a coleta de esgoto recuou de 99,7% em 2017 para 60,0% em 2021, uma perda expressiva de cobertura, e o tratamento permanece em 0,0% desde pelo menos 2008, contra uma mediana nacional de 37,7% e estadual de 30,8%. Esse déficit é agravado pelos dados do Censo: os domicílios com coleta de lixo caíram de 80,5% (2010) para 48,0% (2022), muito abaixo da mediana nacional (76,9%) e do RS (82,7%), embora o destino inadequado de resíduos tenha melhorado, de 19,5% para 11,8% no mesmo período — ainda assim, próximo da mediana nacional (14,9%). A ausência de tratamento de esgoto, combinada à queda na coleta, sugere que parte do esgoto e dos resíduos pode estar sendo descartada de forma inadequada, o que também se reflete no crescimento de 70,6% nas emissões de resíduos (para 4.185 tCO₂e em 2024), ainda que este valor permaneça abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 602.467 tCO₂e em 2024, com queda de 27,1% desde 2010, mas o município ainda está no percentil 83 nacional, indicando emissões elevadas relativas à maioria dos municípios brasileiros. As emissões de energia caíram 16,1% (para 25.344 tCO₂e), enquanto a potência hidráulica instalada cresceu 118,9% desde 2010, atingindo 33 MW — acima da mediana nacional (10 MW) —, sinalizando forte presença de geração hidrelétrica local, sem expansão correspondente em energia solar, estagnada em 600 kW desde 2022.
Por fim, os registros de eventos extremos em 2016 (4 cheias e 2 secas) posicionam o município nos percentis 96 e 64 nacionais, respectivamente, reforçando a exposição a riscos hidroclimáticos que reforçam a urgência de investimentos em infraestrutura de saneamento e resiliência hídrica, hoje claramente defasada frente aos parâmetros nacionais e estaduais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
73.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
32.7%
2023
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
29.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
48.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
11.8%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
33 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
600 kW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
33 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
600 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
602.467 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.185 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
25.344 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
