Bom JesusSC
2.872 habitantes · IBGE 4202537
Resumo socioambiental
Bom Jesus/SC apresenta quadro socioambiental misto, com deficiências estruturais em saneamento que se destacam frente ao cenário nacional. A cobertura de água atingiu 69,5% em 2022, após um salto pontual em relação aos anos anteriores (que oscilavam entre 61% e 63%), mas ainda fica abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante da UF (90,1%), posicionando o município no percentil 41. Mais preocupante é a perda de água, que embora tenha recuado fortemente desde o pico de 70,8% em 2012, ainda registra 36,9% em 2022 — acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,6%), indicando ineficiência persistente na gestão da rede mesmo com a expansão recente da cobertura.
No manejo de resíduos, a coleta domiciliar alcançou 70,1% dos domicílios em 2022, evoluindo desde 2010, porém abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (89,7%). Como reflexo, o destino inadequado de resíduos, embora tenha caído de 33,6% para 26,7% entre 2010 e 2022, permanece quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima da UF (3,2%), colocando o município no percentil 70 — entre os piores do país nesse indicador. Essa fragilidade se conecta diretamente ao aumento de 78% nas emissões de resíduos desde 2010, que atingiram 1.341 tCO₂e em 2024, sugerindo que a gestão inadequada de descarte tem custo ambiental crescente, ainda que o volume absoluto permaneça baixo (percentil 4 nacional).
Em termos de emissões totais de GEE, o município mantém patamar reduzido (35.867 tCO₂e em 2024, percentil 14), com variação modesta de 5,3% na década, mas chama atenção o salto de 116% nas emissões de energia desde 2010, chegando a 16.407 tCO₂e em 2024 — já próximo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Esse crescimento aponta para uma transição no perfil de emissões, com o setor energético ganhando peso relativo frente aos demais.
Por fim, os registros hídricos de 2016 (1 cheia e 5 secas) situam Bom Jesus no percentil 76 nacional para ambos os eventos, sinalizando vulnerabilidade climática que reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura hídrica, especialmente diante da elevada perda de água na rede. A combinação de saneamento aquém do padrão nacional, aumento de emissões por resíduos e energia, e exposição a eventos extremos recomenda priorização de investimentos em redução de perdas hídricas e ampliação da coleta e destinação adequada de resíduos como agenda prioritária para gestores locais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
59.9%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
36.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
70.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
26.7%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
4 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
4 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
35.867 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.341 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
16.407 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
