Bom LugarMA
12.414 habitantes · IBGE 2102077
Resumo socioambiental
Bom Lugar/MA apresenta quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 38,3% em 2022, expansão relevante frente aos 28,2% de 2021, mas ainda distante da mediana nacional (76,5%) e da própria média estadual (59,6%), posicionando o município no percentil 10 do país. A coleta de resíduos domiciliares segue igualmente insuficiente, com apenas 36,6% dos domicílios atendidos em 2022 — apesar do avanço expressivo desde 2010 (15,8%) —, refletido no elevado percentual de destino inadequado de resíduos (60,1%), que coloca o município no percentil 97 nacional, ou seja, entre as piores situações do Brasil nesse quesito.
Um ponto positivo é a redução da perda de água na distribuição, que caiu de 20,0% (2021) para 11,1% (2022), ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e do índice estadual (56,3%). Essa combinação de baixa cobertura, mas baixa perda, sugere um sistema ainda pequeno e pouco abrangente, porém tecnicamente eficiente onde opera — cenário que reforça a necessidade de investimentos em expansão da rede, e não apenas em manutenção.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 171.633 tCO₂e em 2024, recuo de 45,3% em relação a 2023 e bem distante do pico de 868.286 tCO₂e registrado em 2022, embora ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, coerentes com a baixa cobertura de coleta, alcançaram 3.824 tCO₂e (2024), com alta de 24,9% no ano, mas ainded abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e). Já as emissões de energia dispararam 1.803,7% desde 2010, chegando a 8.695 tCO₂e em 2024 — ainda inferiores à mediana nacional (18.929 tCO₂e), mas em trajetória de crescimento que merece monitoramento. Não há registros de eventos de cheia ou seca na série disponível (2016), o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes.
Em síntese, Bom Lugar enfrenta déficit estrutural de saneamento — especialmente em manejo de resíduos sólidos, indicador mais crítico do dossiê —, com avanços pontuais em água que ainda não revertem o atraso relativo ao Brasil e ao Maranhão. A gestão municipal deve priorizar a universalização da coleta de resíduos e da rede de água, dado que a melhoria desses serviços tende a reduzir tanto o passivo ambiental quanto as emissões associadas a resíduos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
84.6%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
10.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
36.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
60.1%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
171.633 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.824 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
8.695 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
