Bom PrincípioRS

13.650 habitantes · IBGE 4302352

IA

Resumo socioambiental

Bom Princípio/RS apresenta um saneamento básico consolidado e superior aos padrões nacionais, ainda que com sinais recentes de acomodação. A cobertura de água atingiu 89,1% em 2022, acima da mediana nacional (73,2%) e da média do RS (86,2%), embora represente queda frente ao pico de 96,3% registrado entre 2020 e 2021. A perda de água, de apenas 1,1% (2022), é excepcionalmente baixa frente à mediana nacional (29,1%) e à do estado (39,4%), indicando gestão eficiente da rede, apesar de leve alta em relação aos anos de perda nula (2017–2021). Na coleta de resíduos, o município também se destaca: 95,3% dos domicílios atendidos em 2022 (percentil 92 nacional) e apenas 0,5% com destinação inadequada, ante uma mediana nacional de 14,9%.

O quadro de emissões, no entanto, é preocupante e contrasta com o bom desempenho em saneamento. As emissões totais de GEE saltaram para 295.944 tCO₂e em 2024, alta de 118,8% frente a 2023 e mais que o dobro da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 70 do país. O setor de energia é o principal responsável por esse patamar elevado, com 67.264 tCO₂e (percentil 75 nacional), enquanto as emissões de resíduos, de 6.456 tCO₂e, seguem próximas à mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas ainda cresceram 30,5% desde 2010 — evolução que acompanha o aumento populacional e da cobertura de coleta, sem contrapartida em unidades de destinação, das quais o município conta com apenas 1 unidade, mesmo valor da mediana nacional, mas muito abaixo das 63 unidades médias do RS.

Do ponto de vista energético limpo, a potência solar instalada estagnou em 300 kW desde 2021, patamar inferior à mediana nacional (908 kW) e ao percentil 26, sugerindo baixo investimento em fontes renováveis locais mesmo diante do crescimento das emissões de energia. Por fim, os registros hidrológicos de 2016 mostram exposição a eventos extremos: 7 registros de cheia (percentil 99 nacional) e 2 de seca (percentil 64), reforçando a necessidade de políticas de adaptação climática que dialoguem com o bom histórico de gestão hídrica do saneamento.

Em síntese, Bom Princípio combina excelência em saneamento básico com um perfil de emissões crescente e desproporcional, sobretudo pelo setor energético, exigindo atenção dos gestores para diversificação da matriz elétrica e ampliação da infraestrutura de destinação de resíduos, de modo a sustentar os ganhos ambientais já consolidados.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

89.1%

2022

82.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

1.1%

2022

42.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

95.3%

2022

92
3.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.5%

2022

96
66.2% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2025

69
0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

300 kW

Solar

Potência solar

ANEEL (SIGA)

300 kW

2024

26
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

300 kW

2024

26
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

295.944 tCO₂e

2024

30
118.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.456 tCO₂e

2024

48
30.5% no período

Emissões de energia

SEEG

67.264 tCO₂e

2024

25
26.7% no período

Registros de cheia

ANA

7

2016

1
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.