Bom SucessoPB

4.740 habitantes · IBGE 2502300

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Resumo socioambiental

Bom Sucesso/PB apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu apenas 31,1% em 2024, retração de 22,7% frente a 2010 e bem inferior à mediana nacional (73,2%) e à média da Paraíba (59,5%), posicionando o município no percentil 7 do país. A coleta de esgoto também recuou de forma acentuada, caindo de 75,1% em 2020 para 33,8% em 2024 (-55,0%), enquanto o tratamento de esgoto permanece em 0,0% desde ao menos 2020, muito aquém da mediana nacional de 33,3%. Essa ausência total de tratamento, somada à baixa coleta, ajuda a explicar por que 41,1% dos domicílios ainda têm destino inadequado de resíduos (2022) — quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e no percentil 86, ou seja, entre as piores situações do Brasil.

A perda de água na distribuição, embora tenha oscilado bastante ao longo da série, fechou 2024 em 22,0%, abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (41,7%), mas ainda representando desperdício significativo dado o baixo nível de cobertura já ofertado. Chama atenção a trajetória de deterioração recente: entre 2019 e 2024 a perda subiu de 7,8% para valores acima de 20% na maior parte dos anos, sugerindo falhas de manutenção da infraestrutura hídrica concomitantes à queda de cobertura e coleta — um padrão que indica desinvestimento ou deterioração operacional do sistema de saneamento local.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 24.436 tCO₂e em 2024, valor muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 9), mas com variação de +283,1% desde 2010, refletindo forte crescimento das emissões de energia (+455,4%, para 2.424 tCO₂e) e de resíduos (+15,5%, para 6.062 tCO₂e, já próximo da mediana nacional de 6.191 tCO₂e). O aumento das emissões de resíduos é coerente com a lacuna de tratamento de esgoto e a alta proporção de destino inadequado de dejetos domiciliares, reforçando a necessidade de investimentos integrados em saneamento como forma de conter tanto riscos sanitários quanto emissões associadas.

Os registros de eventos hidrológicos extremos disponíveis (2016) mostram 2 ocorrências de cheia e 12 de seca, ambos no percentil 87 e 90 nacionais, respectivamente — indicando vulnerabilidade climática relevante, ainda que a base de dados seja limitada a um único ano. Em conjunto, o dossiê aponta para um município com infraestrutura sanitária frágil e em piora, emissões ainda modestas em termos absolutos mas em trajetória de crescimento, e exposição a eventos climáticos extremos, cenário que demanda priorização de investimentos em água, esgotamento sanitário e tratamento de resíduos como agenda socioambiental urgente.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

31.1%

2024

7
22.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

33.8%

2024

26
55.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

22.0%

2024

70
42.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

52.2%

2022

17
13.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

41.1%

2022

14
24.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

24.436 tCO₂e

2024

91
283.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.062 tCO₂e

2024

51
15.5% no período

Emissões de energia

SEEG

2.424 tCO₂e

2024

91
455.4% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

12

2016

10
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.