Bonfinópolis de MinasMG
5.615 habitantes · IBGE 3108206
Resumo socioambiental
Bonfinópolis de Minas apresenta um quadro de saneamento básico que se deteriorou significativamente na série histórica recente e permanece abaixo dos padrões nacionais em pontos críticos. A cobertura de água atingiu 71,7% em 2024, próxima à mediana nacional (73,2%) mas distante da média mineira (83,3%), com o município no percentil 48. Mais preocupante é a coleta de esgoto, que caiu de patamares próximos a 100% entre 2016 e 2021 para apenas 69,6% em 2024 — uma retração de 26,7% que reverte quase uma década de universalização do serviço. O tratamento de esgoto é inexistente (0,0%) em toda a série disponível, desempenho inferior à mediana nacional (33,3%) e à mineira (44,6%), configurando um gargalo estrutural: mesmo o esgoto coletado não recebe qualquer tratamento antes do descarte, o que amplia riscos sanitários e ambientais para os corpos hídricos locais.
Os dados do Censo IBGE reforçam esse cenário de retrocesso: o percentual de domicílios com coleta de resíduos caiu para 70,6% em 2022 (ante 72,2% em 2010), e o destino inadequado de resíduos domiciliares, embora tenha recuado desde 2010, ainda atinge 23,4% das residências — bem acima da mediana nacional (14,9%) e do dado mineiro (7,4%), posicionando o município no percentil 65 (pior faixa). Por outro lado, a perda de água na distribuição apresentou melhora expressiva, caindo para 17,8% em 2024, patamar mais eficiente que a mediana nacional (29,1%) e a mineira (35,8%), sinalizando avanços pontuais em gestão operacional mesmo em meio à deterioração de outros indicadores.
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 477.410 tCO₂e em 2024, com alta de 26% desde 2010, situando o município no percentil 79 nacional — bem acima da mediana (138.513 tCO₂e). O destaque negativo é o setor de energia, cujas emissões mais que dobraram (+132,7%) no período, refletindo provavelmente expansão do consumo elétrico ou de combustíveis. As emissões de resíduos, embora modestas em volume absoluto (3.150 tCO₂e, percentil 26, abaixo da mediana nacional de 6.191 tCO₂e), tendem a pressionar ainda mais o sistema diante da ausência de tratamento de esgoto e da alta taxa de destinação inadequada de resíduos sólidos.
Em síntese, o município combina retrocesso recente em saneamento (esgoto e coleta domiciliar) com ausência total de tratamento de efluentes e emissões de GEE acima da média nacional, especialmente no setor energético. A melhoria na eficiência hídrica (redução de perdas) é o único indicador com trajetória consistentemente positiva, sugerindo que investimentos direcionados ao sistema de esgotamento sanitário e à gestão de resíduos sólidos são prioritários para reverter os indicadores mais críticos e mitigar riscos ambientais e climáticos associados aos eventos de seca e cheia já registrados pela ANA.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
71.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
69.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
17.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
70.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
23.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
477.410 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.150 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
57.251 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
