BonitoMS
24.761 habitantes · IBGE 5002209
Resumo socioambiental
Bonito/MS apresenta saneamento básico consolidado e acima da média nacional em quase todos os indicadores estruturais, mas mostra sinais de estagnação recente e um ponto crítico nas emissões associadas a resíduos. A cobertura de água chegou a 86,9% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima da média estadual (86,0%, percentil 66), embora a série mostre queda acumulada de -13,1% desde 2008, com estabilidade prolongada em torno de 82% entre 2011 e 2021 antes da recuperação recente. A coleta de esgoto atingiu 98,0% em 2021 (percentil 63 nacional) e o tratamento saltou para 96,5% em 2022 — um salto expressivo de +51,6% na série histórica e bem acima da mediana nacional (37,7%) e da média de MS (52,2%), colocando o município no percentil 88. Essa alta cobertura de tratamento, no entanto, convive com apenas 1 ETE registrada (2020) e perda de água ainda elevada, em 35,7% (2022), superior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (31,2%), indicando ineficiência na distribução que merece atenção operacional.
No eixo de resíduos sólidos, o quadro é mais preocupante. O destino inadequado de domicílios caiu para 11,0% em 2022 (queda de -37,9% desde 2010), aproximando-se da mediana nacional (14,9%), mas as emissões de GEE por resíduos dispararam +175,0% desde 2010, chegando a 14.481 tCO₂e em 2024 — quase o triplo da mediana nacional (5.787 tCO₂e) e no percentil 77. Esse contraste sugere que a melhoria na coleta e destinação formal não foi acompanhada de mitigação equivalente das emissões geradas pelos resíduos dispostos, provavelmente vinculada à gestão do aterro ou lixão local, um ponto que demanda investimento em captura de metano ou reformulação da destinação final.
As emissões totais de GEE do município são elevadas em termos absolutos: 1.525.567 tCO₂e em 2024, no percentil 93 nacional, refletindo o peso de atividades agropecuárias e de uso da terra típicas da região, apesar de uma retração de -11,8% frente a 2010. As emissões de energia também cresceram +82,0% no período, atingindo 59.886 tCO₂e (percentil 73), acompanhando o crescimento urbano, enquanto a matriz hidráulica local permanece limitada a apenas 50 kW, muito abaixo da mediana nacional (6 MW), evidenciando baixa diversificação energética municipal.
Quanto a riscos hídricos, o município registrou eventos de seca (1 registro em 2016) sem registros de cheia, e seu índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3.000, abaixo da mediana nacional (4.000) e também da média estadual (3.658), situando-se no percentil 50. Esse indicador, combinado com a perda de água ainda alta na rede, reforça a necessidade de priorizar investimentos em eficiência hídrica e resiliência a estiagens como agenda prioritária para a gestão local nos próximos anos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
81.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
78.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
75.8%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
27.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
83.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
11.0%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
50 kW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
50 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.525.567 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
14.481 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
59.886 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
