BonitoPE

39.163 habitantes · IBGE 2602308

IA

Resumo socioambiental

Bonito/PE apresenta quadro misto em saneamento básico, com avanço expressivo no abastecimento de água e retrocesso na coleta de esgoto. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, alta de +37,2 pontos percentuais desde 2008, superando a mediana nacional (76,5%), a média estadual (86,7%) e posicionando o município no percentil 100. As perdas na distribuição também caíram significativamente, de 59,4% (2008) para 32,7% (2022), ficando abaixo da média de Pernambuco (43,5%), embora ainda acima da mediana nacional (29,9%).

Em contraste, a coleta de esgoto recuou para 62,3% em 2021 (-9,3% frente a 2010), posicionando o município no percentil 33 nacional, apesar de superar a média estadual (47,4%) — indicativo de que o cenário pernambucano é geralmente pior neste quesito. Já o tratamento de esgoto deu um salto relevante, de 0% (2021) para 79,3% (2022), superando tanto a mediana nacional (37,7%) quanto a UF (35,7%), sugerindo investimento recente em estações de tratamento mesmo com a rede coletora ainda limitada. Essa disparidade entre coleta e tratamento, somada ao percentual de domicílios com destino inadequado de resíduos (18,8% em 2022, acima da mediana nacional de 14,9%), aponta para lacunas na universalização do saneamento que merecem atenção prioritária da gestão municipal.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 115.000 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas com alta de +16,4% desde 2010. Chama atenção o crescimento acentuado das emissões de resíduos, que saltaram de 10.741 para 20.082 tCO₂e (+87,0%) no período, colocando o município no percentil 83 nacional — um dos indicadores mais críticos do dossiê e coerente com as fragilidades identificadas na gestão de esgoto e destinação de dejetos. As emissões de energia também cresceram fortemente (+71,5%, para 38.924 tCO₂e), enquanto a capacidade hidráulica instalada permanece estagnada em 480 kW desde 2010, no percentil 10 nacional, evidenciando baixa diversificação na matriz energética local.

Os registros de eventos hidrológicos extremos disponíveis (2016) mostram 2 ocorrências de cheia e 9 de seca, ambos com dados limitados a um único ano, mas posicionando o município nos percentis 87 e 85, respectivamente, sinalizando vulnerabilidade climática que reforça a necessidade de políticas integradas de saneamento, gestão de resíduos e adaptação climática.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

76.5%

2024

55
5.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

70.2%

2024

60
2.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

35.8%

2024

36
39.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

74.8%

2022

47
3.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

18.8%

2022

43
15.4% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

480 kW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

480 kW

2024

10
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

115.000 tCO₂e

2024

55
16.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

20.082 tCO₂e

2024

17
87.0% no período

Emissões de energia

SEEG

38.924 tCO₂e

2024

35
71.5% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

9

2016

15
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.