BonópolisGO

3.306 habitantes · IBGE 5203575

IA

Resumo socioambiental

Bonópolis/GO apresenta déficit estrutural em saneamento básico, com desempenho abaixo da mediana nacional nos principais indicadores. A cobertura de água atingiu 51,4% em 2022, após forte recuperação (+5,2 p.p. no período, e salto expressivo frente a 2021), mas ainda fica distante da mediana brasileira (76,5%) e da média goiana (89,1%), posicionando o município no percentil 21 do país. A perda de água, embora tenha caído para 23,9% em 2022 (-8,6 p.p.), situa-se ligeiramente melhor que a mediana nacional (29,9%), indicando que a ineficiência na distribuição não é o principal problema, mas sim a baixa cobertura da rede.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico: apenas 65,3% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e muito distante do padrão estadual (89,7%). Como consequência direta, 33,1% dos domicílios ainda têm destino inadequado de esgoto, mais que o dobro da mediana brasileira (14,9%) e seis vezes o índice goiano (5,5%), colocando o município no percentil 78 — entre os piores do país nesse quesito. Essa lacuna sanitária ajuda a explicar por que as emissões de resíduos, embora modestas em volume absoluto (2.205 tCO₂e em 2024), cresceram 20,8% no período, sinalizando pressão crescente sobre um sistema já deficitário.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 480.062 tCO₂e em 2024, quase 3,5 vezes a mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando Bonópolis no percentil 79 — um patamar elevado para um município de apenas ~3.306 habitantes, provavelmente refletindo atividades agropecuárias ou de uso da terra. As emissões de energia, embora abaixo da mediana nacional em 2024 (16.119 vs. 18.929 tCO₂e), tiveram alta explosiva de 440,5% desde 2010, com pico em 2022 (38.162 tCO₂e), o que merece monitoramento para identificar se decorre de expansão de consumo elétrico ou de fontes fósseis locais.

Não há registros de eventos de cheia ou seca na série disponível (2016), o que limita a avaliação de riscos hidrológicos recentes, mas não indica ausência de vulnerabilidade, apenas lacuna de monitoramento. Em síntese, o município evidencia progresso recente em abastecimento de água, mas enfrenta déficit sanitário grave e pegada de carbono desproporcional ao seu tamanho, sugerindo que investimentos futuros devem priorizar expansão do esgotamento sanitário e controle das fontes de emissões, especialmente energia.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

53.2%

2024

24
43.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

23.1%

2024

67
34.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

65.3%

2022

32
3.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

33.1%

2022

22
9.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

480.062 tCO₂e

2024

21
4.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.205 tCO₂e

2024

85
20.8% no período

Emissões de energia

SEEG

16.119 tCO₂e

2024

53
440.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.