BorrazópolisPR

7.824 habitantes · IBGE 4103305

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Resumo socioambiental

Borrazópolis apresenta cobertura de água de 86,4% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) mas abaixo do nível do Paraná (89,5%) e da própria série histórica do município, que manteve 100% de cobertura entre 2016 e 2022. A queda registrada em 2023 (75,0%) e a recuperação parcial em 2024 sugerem instabilidade recente na prestação do serviço que merece investigação. Já a perda de água segue como ponto de atenção: 34,4% em 2024, patamar superior à mediana nacional (29,1%) e ao índice paranaense (29,0%), indicando ineficiência na distribuição que compromete o aproveitamento do recurso captado, mesmo com a boa cobertura formal.

No saneamento, a coleta de resíduos domiciliares evoluiu de 77,7% (2010) para 86,7% (2022), superando a mediana nacional (76,9%), embora ainda distante da UF (90,0%). O destino inadequado de resíduos caiu expressivamente, de 22,4% para 13,2% no mesmo período, ficando levemente abaixo da mediana nacional (14,9%), mas ainda distante do desempenho paranaense (5,6%). Essa melhoria na gestão de resíduos não se traduziu, porém, em redução das emissões do setor: as emissões de resíduos cresceram 19,4% entre 2010 e 2024, atingindo 2.978 tCO₂e — valor abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória contrária à da coleta, o que pode refletir aumento da geração per capita ou mudanças na metodologia de disposição final.

O perfil de emissões do município é dominado pelo setor energético, que saltou de 37.129 tCO₂e (2010) para 71.702 tCO₂e (2024), alta de 93,1% e percentil nacional 76 — bem acima da mediana do país (18.929 tCO₂e). Esse crescimento contrasta com a queda das emissões totais do município (-15,2% no período, para 119.174 tCO₂e, próximo da mediana nacional de 138.513 tCO₂e), indicando que outros setores, provavelmente agropecuária ou mudança de uso da terra, tiveram redução suficiente para compensar o avanço do consumo energético.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município na série disponível (2016), o que limita a análise de risco hidroclimático local frente aos dados estaduais, que registraram 187 e 338 ocorrências, respectivamente, no mesmo ano. Para os gestores, os pontos prioritários são a estabilização da cobertura de água em nível universal, a redução das perdas no sistema de abastecimento e o monitoramento da tendência de crescimento das emissões energéticas, que já representam parcela significativa do total municipal.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

86.4%

2024

71
4.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

34.4%

2024

38
6.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

86.7%

2022

70
11.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

13.2%

2022

54
40.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

119.174 tCO₂e

2024

54
15.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.978 tCO₂e

2024

76
19.4% no período

Emissões de energia

SEEG

71.702 tCO₂e

2024

24
93.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.