BotumirimMG

5.841 habitantes · IBGE 3108503

IA

Resumo socioambiental

Botumirim apresenta quadro socioambiental preocupante no saneamento básico, com indicadores consistentemente abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 52,8% em 2022, recuando 6,7% em relação ao início da série e posicionando o município no percentil 23 nacional, muito distante da mediana do Brasil (76,5%) e de Minas Gerais (84,3%). A coleta de esgoto, com 36,6% em 2021, e o tratamento, com 28,5% em 2022, também ficam aquém das medianas nacionais (87,8% e 37,7%, respectivamente), embora o tratamento esteja mais próximo do padrão do país (percentil 46) do que a coleta (percentil 20). O município conta com apenas 1 ETE (2020), mesmo valor da mediana nacional, mas insuficiente diante da baixa cobertura de coleta.

A perda de água na distribuição chegou a 36,0% em 2022, com alta de 32,2% desde 2008, superando a mediana nacional (29,9%) e a estadual (35,0%) — um desperdício que agrava a já frágil cobertura hídrica. No âmbito domiciliar, o destino inadequado de resíduos atinge 42,0% dos domicílios em 2022, valor extremamente elevado frente à mediana nacional (14,9%) e estadual (7,4%), colocando Botumirim no percentil 87, entre os piores do país nesse quesito. A coleta domiciliar de resíduos, por sua vez, alcança apenas 56,5%, também abaixo da mediana nacional (76,9%).

Por outro lado, o perfil de emissões de GEE é favorável: o município registrou saldo negativo de -2.924 tCO₂e em 2024, refletindo forte queda (-101,8%) desde 2010, muito provavelmente associada a mudanças no uso da terra e cobertura florestal, colocando Botumirim no percentil 3 nacional (entre os menores emissores). As emissões de resíduos, embora tenham subido 17,1% na série, situam-se em 2.481 tCO₂e (2024), bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que é coerente com o pequeno porte populacional do município, apesar da baixa cobertura de tratamento de esgoto. Já as emissões de energia cresceram expressivamente (+182,8%), atingindo 3.524 tCO₂e em 2024, ainda distante da mediana nacional (18.929 tCO₂e), mas em trajetória de alta que merece monitoramento.

Em síntese, Botumirim combina um bom desempenho climático agregado com deficiências estruturais graves em saneamento, especialmente na destinação de resíduos e perdas de água. A ausência de investimentos consistentes é sugerida pela oscilação e regressão dos indicadores de água e esgoto ao longo da série histórica, indicando necessidade urgente de priorização de recursos para infraestrutura sanitária, sob pena de comprometer tanto a saúde pública quanto os ganhos ambientais já obtidos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

52.2%

2024

23
2.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

22.6%

2024

17
43.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

42.0%

2024

56
32.5% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

30.7%

2024

46
0.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

56.5%

2022

22
28.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

42.0%

2022

13
24.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-2.924 tCO₂e

2024

97
101.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.481 tCO₂e

2024

82
17.1% no período

Emissões de energia

SEEG

3.524 tCO₂e

2024

86
182.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

8

2016

17
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.