BozanoRS

2.195 habitantes · IBGE 4302584

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Resumo socioambiental

Bozano/RS apresenta quadro de saneamento crítico e destoante do padrão histórico do próprio município. A cobertura de água caiu de 100,0% entre 2017 e 2021 para apenas 37,0% em 2024, uma queda de -55,2% no período completo da série, posicionando o município no percentil 10 nacional — muito abaixo da mediana do Brasil (73,2%) e da média do Rio Grande do Sul (86,2%). A perda de água, embora tenha direção inversa (menor é melhor), também piorou recentemente, subindo de 6,4% em 2019 para 20,0% em 2024, ainda assim abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (39,4%), o que indica que a rede perde relativamente menos água do que a média do país, mas a queda abrupta na cobertura sugere problema estrutural ou de reporte no sistema de abastecimento que merece investigação prioritária.

O esgotamento sanitário é o ponto mais grave do dossiê. A coleta de esgoto atende apenas 16,9% dos domicílios em 2022, ante 38,9% em 2010 — retrocesso de -56,7% — e o município está no percentil 1 nacional, muito distante da mediana do Brasil (76,9%) e da UF (82,7%). Coerentemente, o destino inadequado de dejetos atinge 36,9% dos domicílios, no percentil 82 (pior que a grande maioria dos municípios), ainda que tenha reduzido de 61,1% em 2010. Essa lacuna sanitária ajuda a explicar o único indicador de emissões em trajetória de piora: as emissões de resíduos cresceram +49,1% entre 2010 e 2024, chegando a 1.295 tCO₂e, refletindo o manejo inadequado de efluentes e resíduos sólidos, mesmo que o volume absoluto permaneça baixo frente ao Brasil (percentil 4).

Do lado climático, o balanço é mais favorável. As emissões totais de GEE caíram para 36.965 tCO₂e em 2024 (-5,6% desde 2010), com o município no percentil 15 nacional — ou seja, entre os que menos emitem. As emissões de energia também recuaram fortemente, de 7.720 tCO₂e em 2015 para 2.308 tCO₂e em 2024 (-51,7%), acompanhando tendência de descarbonização da matriz. Os registros hidrológicos de 2016 mostram ausência de cheias e 5 registros de seca, patamar compatível com percentis médios a altos de risco de estiagem na comparação nacional, mas a base de apenas um ano limita conclusões mais robustas sobre tendência.

Em síntese, Bozano combina desempenho ambiental-climático relativamente positivo com falência sanitária aguda: a queda simultânea na cobertura de água e de esgoto, associada ao aumento das emissões de resíduos, aponta para deterioração da infraestrutura básica que demanda investimento urgente em saneamento, sob risco de comprometer tanto a saúde pública quanto os ganhos ambientais já conquistados na área de energia.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

37.0%

2024

10
55.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

20.0%

2024

75
5.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

16.9%

2022

1
56.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

36.9%

2022

18
39.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

36.965 tCO₂e

2024

85
5.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.295 tCO₂e

2024

96
49.1% no período

Emissões de energia

SEEG

2.308 tCO₂e

2024

92
51.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.