Braço do NorteSC

35.534 habitantes · IBGE 4202800

IA

Resumo socioambiental

Braço do Norte/SC apresenta um quadro de saneamento básico ainda deficitário e emissões de gases de efeito estufa elevadas frente ao padrão nacional. A cobertura de água chegou a 74,7% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante da UF (90,1%), posicionando o município no percentil 48. Já a coleta de esgoto é o ponto mais crítico: apenas 25,7% em 2021, muito aquém da mediana nacional (87,8%) e mesmo da UF (43,6%), colocando o município no percentil 14 — um dos indicadores mais fracos do dossiê. Chama atenção que, apesar da baixa coleta, o tratamento de esgoto atingiu 40,8% em 2022, superando a mediana nacional (37,7%) e a UF (39,7%), sugerindo que o esgoto efetivamente coletado é tratado com relativa eficiência, mas o gargalo está na baixa cobertura da rede coletora.

A perda de água na distribuição, de 32,5% em 2022, é pior que a mediana nacional (29,9%), embora abaixo da UF (34,6%), indicando ineficiência operacional que compromete os ganhos de cobertura obtidos na última década (2008: 32,2% → 2022: 32,5%, com pico de 48,5% em 2010). Do lado dos resíduos domiciliares, houve avanço: o destino inadequado caiu de 7,9% (2010) para 5,1% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima da UF (3,2%); a coleta domiciliar, porém, recuou de 92,1% para 84,9% no mesmo período, um retrocesso relativo mesmo estando acima da mediana nacional (76,9%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 361.769 tCO₂e em 2024, com alta de 39,3% desde 2010, situando o município no percentil 74 nacional — significativamente acima da mediana (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos saltaram 60,6% no período, atingindo 37.628 tCO₂e (percentil 91), reforçando a hipótese de que a baixa cobertura de esgoto e as perdas de água têm correlação direta com a geração de emissões associadas ao tratamento inadequado de efluentes e resíduos. As emissões de energia também cresceram fortemente (+72,9%), chegando a 115.794 tCO₂e (percentil 83), indicando pressão crescente da matriz energética municipal.

O investimento público registrado via PNCP foi de R$ 441.060 em 2026, valor muito inferior à mediana nacional (R$ 3,1 milhões) e à média da UF (R$ 133,9 milhões), posicionando o município no percentil 23. Esse baixo volume de investimento ajuda a explicar a estagnação em indicadores estruturais como cobertura de água e esgoto, sugerindo que, sem aporte de recursos mais expressivo, os gargalos de saneamento tendem a persistir e a pressionar ainda mais as emissões de GEE nos próximos anos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

64.5%

2024

38
14.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

21.0%

2024

16
16.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

22.0%

2024

43
295.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

38.4%

2024

31
20.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

84.9%

2022

66
7.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.1%

2022

75
36.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

1 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

1 MW

2024

23
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

361.769 tCO₂e

2024

26
39.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

37.628 tCO₂e

2024

9
60.6% no período

Emissões de energia

SEEG

115.794 tCO₂e

2024

17
72.9% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Investimento

Investimento público

PNCP

R$ 441 mil

2026

0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.