BragaRS

3.326 habitantes · IBGE 4302600

IA

Resumo socioambiental

Braga/RS apresenta déficit estrutural crítico em saneamento básico, com destaque negativo para a coleta de esgoto, que atinge apenas 4,9% dos domicílios (2021) — muito abaixo da mediana nacional de 87,8% e mesmo da UF (49,5%), posicionando o município no percentil 4 do país. O tratamento de esgoto, em 12,1% (2022), também fica aquém da mediana nacional (37,7%) e do Rio Grande do Sul (30,8%). A cobertura de água, em 61,8% (2022), evoluiu +19,8% desde 2008, mas estagnou nos últimos anos e permanece distante da mediana nacional (76,5%) e da UF (88,1%). Some-se a isso uma perda de água elevada, de 39,6%, superior à mediana nacional (29,9%) e à UF (36,5%), indicando ineficiência na distribuição que compromete o aproveitamento do recurso captado.

No que se refere a resíduos sólidos, 24,5% dos domicílios ainda têm destino inadequado (2022), percentual bem acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (4,5%), embora tenha recuado 31,7% desde 2010. Essa fragilidade na gestão de resíduos se reflete no aumento de 18,6% nas emissões do setor (2010–2024), na contramão da tendência geral de queda das emissões municipais — único vetor de crescimento entre as fontes monitoradas.

Em contrapartida, o balanço de emissões de GEE é favorável: o total caiu de 31.048 para 23.684 tCO₂e entre 2010 e 2024 (-23,7%), com o setor de energia recuando 78% no período, resultado provavelmente ligado à matriz energética local, incluindo a pequena central hidráulica de 14 MW instalada desde 2013. O município situa-se no percentil 9 nacional de emissões totais, ou seja, entre os menores emissores do país em termos absolutos.

Por fim, os registros hidrológicos de 2016 indicam exposição a eventos extremos, com 3 ocorrências de cheia e 5 de seca no ano, posicionando Braga nos percentis 93 e 76 nacionais, respectivamente — sinal de vulnerabilidade climática que reforça a urgência de investimentos em saneamento e infraestrutura hídrica, dado que a baixa cobertura de esgoto e as perdas de água tendem a agravar os impactos desses eventos sobre a população.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

60.8%

2024

33
15.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

3.4%

2024

3
246.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

4.5%

2024

29

Perda de água

SNIS/SINISA

47.4%

2024

19
34.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

75.0%

2022

47
17.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

24.5%

2022

33
31.7% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

14 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

14 MW

2024

58
70.7% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

23.684 tCO₂e

2024

91
23.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.657 tCO₂e

2024

92
18.6% no período

Emissões de energia

SEEG

1.812 tCO₂e

2024

94
78.0% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.