BranquinhaAL
9.786 habitantes · IBGE 2701100
Resumo socioambiental
Branquinha/AL apresenta quadro socioambiental heterogêneo, com avanços pontuais em saneamento convivendo com déficits estruturais relevantes. A cobertura de água saltou para 71,6% em 2022, alta de 23,7% frente à série histórica, aproximando o município da mediana nacional (76,5%) e do patamar da UF (76,9%), no percentil 44. Já a coleta de esgoto, estagnada em 53,2% desde 2021, fica bem abaixo da mediana nacional (87,8%), embora supere expressivamente a média estadual (30,1%). O ponto mais crítico é o tratamento de esgoto, zerado tanto em 2021 quanto em 2022, contra mediana nacional de 37,7% — um gargalo que compromete a qualidade dos corpos hídricos mesmo com a coleta parcial existente.
Os dados do Censo IBGE reforçam essa fragilidade: apenas 56,4% dos domicílios têm coleta de resíduos (queda de 8,1% desde 2010), e 32,7% têm destino inadequado de resíduos, valor mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (13,0%), posicionando o município no percentil 78 — entre os piores do país nesse quesito. Essa deficiência de gestão de resíduos sólidos se reflete nas emissões de GEE do setor, que cresceram 13,4% entre 2010 e 2024, atingindo 4.857 tCO₂e, ainda assim abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
Em contrapartida, o desempenho na perda de água na distribuição é positivo: 15,0% em 2022, com redução de 26,7% desde 2008, valor bem inferior à mediana nacional (29,9%) e à UF (43,9%), colocando Branquinha no percentil 14 — entre os municípios mais eficientes nesse indicador. As emissões totais de GEE também caíram 11,0% no último ano, para 26.965 tCO₂e, com destaque para a forte redução nas emissões de energia (-43,3%), embora com oscilações anuais expressivas. O município registra baixo volume absoluto de emissões frente à mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo escala populacional reduzida.
Os registros hidrológicos de 2016 indicam eventos de cheia (2 registros) e seca (1 registro), ambos com percentis elevados frente à mediana nacional (zero), sinalizando exposição a eventos extremos que, combinados com a baixa cobertura de esgotamento sanitário e tratamento nulo, ampliam riscos à saúde pública e aos recursos hídricos locais. A prioridade para gestores deve ser o investimento em tratamento de esgoto e na universalização da coleta domiciliar de resíduos, áreas onde o município mais diverge dos parâmetros nacionais e estaduais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
83.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
53.2%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
60.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
56.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
32.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
26.965 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.857 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.691 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
