Brasilândia do SulPR

3.828 habitantes · IBGE 4103370

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Resumo socioambiental

Brasilândia do Sul apresenta quadro socioambiental relativamente favorável em relação ao restante do país, com destaque para o saneamento básico. A cobertura de água atingiu 90,2% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e próxima do índice estadual do Paraná (89,5%), posicionando o município no percentil 77. Chama atenção, porém, a queda observada entre 2022 (100%) e 2023 (70,7%), com recuperação parcial em 2024 — movimento que merece monitoramento para identificar causas operacionais ou de medição. A perda de água, de 17,3% em 2024, é significativamente inferior às referências nacional e estadual (29,1% e 29,0%, respectivamente), indicando gestão relativamente eficiente da rede, embora a série mostre oscilações desde 2016, sem tendência clara de melhoria contínua.

No manejo de resíduos, a cobertura de coleta domiciliar chegou a 92,0% em 2022, superando a mediana nacional (76,9%) e o índice paranaense (90,0%). O destino inadequado de resíduos caiu de 13,4% (2010) para 7,9% (2022), redução de 41,4%, embora ainda acima do índice estadual (5,6%), sinalizando espaço para avanço na disposição final. Esse quadro de melhoria na coleta contrasta, no entanto, com o aumento das emissões de resíduos, que passaram de 1.194 para 1.682 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+40,9%) — indicando que o crescimento no volume coletado e tratado não foi acompanhado por mitigação equivalente das emissões associadas, ainda que o valor absoluto permaneça bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 57.363 tCO₂e em 2024, com queda de 10,7% em relação a 2010 e valor bem inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 25. Entretanto, as emissões de energia mais que dobraram no período (+114,6%, atingindo 13.618 tCO₂e), refletindo provável aumento do consumo elétrico ou uso de combustíveis, mesmo com recuo em relação ao pico de 2020. Os registros hidrológicos de 2016 (nenhuma cheia e uma ocorrência de seca) não permitem inferências recentes, dada a defasagem da série.

Em síntese, Brasilândia do Sul mantém indicadores de saneamento superiores às referências nacionais e estaduais, com baixa perda de água e boa cobertura de coleta e água tratada, mas enfrenta desafios pontuais de estabilidade nos serviços (como a oscilação na cobertura de água em 2023) e de contenção das emissões ligadas a energia e resíduos, que crescem mesmo em cenário de queda das emissões totais do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

90.2%

2024

77
14.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

17.3%

2024

82
20.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

92.0%

2022

82
6.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

7.9%

2022

66
41.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

57.363 tCO₂e

2024

75
10.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.682 tCO₂e

2024

92
40.9% no período

Emissões de energia

SEEG

13.618 tCO₂e

2024

57
114.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.