BrasilândiaMS
11.840 habitantes · IBGE 5002308
Resumo socioambiental
Brasilândia/MS apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços recentes no saneamento básico contrastando com uma retração significativa na coleta de esgoto. A cobertura de água atingiu 69,3% em 2024, com alta de 3,9% em relação ao ano anterior, mas ainda abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante do desempenho médio do Mato Grosso do Sul (87,8%), posicionando o município no percentil 45. Já a coleta de esgoto caiu para 39,9% em 2024, uma retração de 46,8% frente a patamares históricos que superaram 80% entre 2013 e 2021 — trajetória que indica possível descontinuidade operacional ou mudança na prestação do serviço, colocando o município abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (66,6%). Em contrapartida, o tratamento de esgoto, em 47,4%, supera a mediana nacional (33,3%) e se aproxima do desempenho estadual (48,1%), sugerindo que, apesar da menor cobertura coletora, o esgoto efetivamente coletado tem tratamento relativamente eficiente.
A perda de água na distribuição, em 19,1% (2024), mostra melhora de 16,1% e está bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (29,4%), refletindo gestão operacional relativamente eficiente da rede — o que reforça a leitura de que os desafios do saneamento local estão concentrados no esgotamento sanitário, não no abastecimento de água. Pelos dados censitários do IBGE, o percentual de domicílios com coleta de resíduos chegou a 79,9% em 2022, acima da mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado de resíduos, em 17,0%, ainda supera a mediana nacional (14,9%) e principalmente a média estadual (9,8%), indicando espaço para avanço na gestão de resíduos sólidos domiciliares.
No âmbito climático, as emissões totais de GEE somaram 1.015.494 tCO₂e em 2024, com queda expressiva de 29,7% desde 2010, mas ainda muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 90 — um patamar elevado explicado provavelmente por atividades agropecuárias ou de uso da terra típicas do perfil rural do município. As emissões de resíduos, de 5.503 tCO₂e, cresceram 8,9% no período e ficam próximas da mediana nacional (6.191 tCO₂e), refletimento coerência com a alta taxa de destino inadequado de resíduos observada nos dados censitários. Já as emissões de energia caíram drasticamente, 85% desde 2010, para 15.963 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando eficiência energética ou menor intensidade de consumo relacionado a esse setor.
Não há registros de eventos de cheia (2016), enquanto a seca observada registrou 1 evento no mesmo ano, ambos os indicadores com atualização defasada em relação aos demais eixos do dossiê, o que limita a análise de riscos hidroclimáticos mais recentes. Para os gestores, a prioridade evidente é a recuperação da cobertura de coleta de esgoto, dado o histórico de queda abrupta, e o direcionamento de investimentos para destinação adequada de res
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
69.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
39.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
47.4%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
19.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
79.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
17.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.015.494 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.503 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
15.963 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
