BrasiléiaAC
27.841 habitantes · IBGE 1200104
Resumo socioambiental
Brasiléia apresenta quadro de saneamento básico frágil, aquém dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 61,8% em 2022, abaixo da mediana brasileira (76,5%), embora superior à média estadual (48,0%), posicionando o município no percentil 32 nacional. Mais crítica é a perda de água na distribuição, que chegou a 78,0% em 2022 — quase o triplo da mediana nacional (29,9%) e acima até da média acreana (65,6%), colocando o município no percentil 98, ou seja, entre os piores do país nesse quesito, indicando desperdício significativo de recursos investidos na captação e tratamento.
O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do dossiê: a coleta caiu para 33,7% em 2018 (queda de 2,0% no período), bem distante da mediana nacional (87,8%), e o tratamento atinge apenas 10,3%, também abaixo da mediana do país (37,7%), ainda que superior à média do Acre (4,9%). Essa lacuna se reflete nos dados do Censo: 33,0% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos em 2022, patamar mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e superior à média estadual (22,9%), com tendência de leve piora frente a 2010. A baixa cobertura de coleta domiciliar (65,0%) e sua queda de 4,2% reforçam um cenário de estagnação ou retrocesso na infraestrutura sanitária, mesmo com avanço proporcional maior no tratamento de esgoto ao longo da série histórica.
No aspecto climático, as emissões totais de GEE somaram 3.004.480 tCO₂e em 2024, com queda de 3,9% frente ao ano anterior, mas ainda 97 vezes acima da mediana nacional, refletindo o forte peso do uso da terra e mudança de cobertura vegetal característico da Amazônia. Chama atenção o crescimento das emissões por resíduos, que mais que dobraram desde 2010 (+121,5%), atingindo 15.036 tCO₂e em 2024 — tendência coerente com a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto, que sugere pressão crescente sobre a gestão de resíduos sólidos e líquidos. As emissões de energia também cresceram expressivamente (+79,2%), somando 30.409 tCO₂e, acima da mediana nacional, indicando aumento da demanda energética não acompanhado de eficiência.
Do ponto de vista hídrico, o município registrou eventos de cheia (4 registros em 2016) e seca (2 registros) acima da mediana nacional, e seu índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, inferior à mediana do Brasil (4,000), embora superior à média estadual (2,773). Esse conjunto de indicadores sugere a necessidade urgente de investimentos em redução de perdas na rede de água, ampliação da coleta e tratamento de esgoto, e fortalecimento da gestão de resíduos, de modo a mitigar riscos socioambientais e alinhar Brasiléia aos patamares nacionais de saneamento e sustentabilidade.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
61.8%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
33.7%
2018
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
10.3%
2018
Perda de água
SNIS/SINISA
78.0%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
65.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
33.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
3.004.480 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
15.036 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
30.409 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
