Brasília de MinasMG
33.188 habitantes · IBGE 3108602
Resumo socioambiental
Brasília de Minas/MG apresenta um quadro de saneamento básico frágil e aquém dos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 60,6% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e de Minas Gerais (84,3%), posicionando o município apenas no percentil 31. Chama atenção que a série histórica mostra retrocesso: o índice chegou a 66,2% entre 2010 e 2014, mas caiu para a faixa de 56-60% a partir de 2015, sem recuperação plena. A perda de água também é elevada, em 27,2% (2022), com alta acumulada de 86,3% desde 2008, embora ainda ligeiramente abaixo da mediana nacional (29,9%) — um alerta para a eficiência operacional do sistema.
No esgotamento sanitário, o quadro é misto. A coleta caiu de níveis próximos a 90-97% (2008-2014) para 76,0% em 2021, uma perda de 11,2%, ainda assim acima da mediana nacional (87,8%) apenas em termos relativos ao percentil 41. Por outro lado, o tratamento de esgoto, em 66,8% (2022), supera com folga a mediana nacional (37,7%) e a média mineira (44,5%), colocando o município no percentil 67 — resultado positivo, mas sustentado por uma única ETE (2020), o que é um ponto de vulnerabilidade caso a demanda cresça. Do lado dos domicílios, o Censo indica que apenas 63,7% têm coleta de resíduos (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%), e 31,8% dos domicílios ainda têm destino inadequado de resíduos — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima do padrão estadual (7,4%), apesar da melhora de 26,3% desde 2010.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 360.335 tCO₂e em 2024, com alta de 16,3% no ano, situando o município no percentil 74 nacional — acima da mediana (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos (16.823 tCO₂e, percentil 80) e de energia (36.276 tCO₂e, percentil 63, com crescimento expressivo de 29% em um ano) reforçam a pressão ambiental, coerente com a baixa cobertura de coleta e tratamento de resíduos sólidos identificada nos dados censitários. Os registros de eventos extremos em 2016 — 3 cheias e 13 secas — embora datados, posicionam o município nos percentis 93 e 92 nacionalmente, sinalizando exposição a riscos hidroclimáticos relevante para o planejamento local.
Em síntese, Brasília de Minas combina infraestrutura de água e esgoto abaixo do padrão nacional, com sinais de estagnação ou retrocesso desde 2015, e uma pegada de emissões crescente, especialmente em energia e resíduos. O avanço relativo no tratamento de esgoto é um ativo a ser preservado e ampliado, mas a alta perda de água, a baixa cobertura de coleta domiciliar e o elevado destino inadequado de resíduos indicam prioridades claras de investimento para gestores públicos, com potencial de reduzir simultaneamente riscos sanitários e emissões associadas.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
59.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
50.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
66.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
24.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
63.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
31.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
360.335 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
16.823 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
36.276 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
13
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
