BrasíliaDF
2.982.818 habitantes · IBGE 5300108
Resumo socioambiental
Brasília apresenta saneamento básico consolidado e muito acima da média nacional, mas convive com sinais de deterioração operacional e uma pegada de emissões expressiva. A cobertura de água atingiu 99,0% em 2022 (percentil 86 nacional, mediana Brasil de 76,5%), embora tenha recuado levemente frente aos 99,5% do início da série. O tratamento de esgoto se destaca com 82,0% em 2022, mais que o dobro da mediana nacional (37,7%) e no percentil 79, sustentado por uma rede robusta de 15 ETEs (percentil 99). Já a coleta de esgoto caiu para 91,8% em 2021, uma retração de 6,1% frente a patamares próximos de 97% observados na década anterior, sinalizando estagnação relativa apesar de ainda superar a mediana nacional (87,8%).
Um ponto de atenção é a perda de água, que subiu para 33,8% em 2022 (+12,5% na variação recente), superando a mediana nacional (29,9%) e indicando ineficiência crescente na rede de distribuição que contrasta com o bom desempenho em cobertura e tratamento. Do lado dos resíduos sólidos, o quadro é positivo: o destino inadequado de domicílios caiu para 1,1% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (14,9%, percentil 7), embora a cobertura de coleta domiciliar tenha recuado para 85,8% (-12,3% frente a 2010). Chama atenção a queda nas unidades de destinação de resíduos, de 5 para apenas 1 unidade entre 2024 e 2025, o que pode pressionar a gestão de resíduos no curto prazo mesmo com o indicador de destino inadequado ainda favorável.
O maior desafio socioambiental do Distrito Federal está nas emissões de GEE, que somaram 10,79 milhões de tCO₂e em 2024 (percentil 99 nacional), com alta de 9,6% no último ano. As emissões de resíduos, embora tenham caído 20,1% desde 2010 para 1,72 milhão de tCO₂e, permanecem no percentil 100 nacional — o maior valor do país —, refletindo o peso da gestão de resíduos urbanos em larga escala típica de uma metrópole. As emissões de energia também lideram o ranking nacional (percentil 100), com 6,64 milhões de tCO₂e, mesmo com queda de 8,3% no período recente. A matriz de geração local é modesta diante desse volume: potência solar estagnada em 912 kW desde 2022 (mediana nacional) e hidráulica fixa em 30 MW há 15 anos, sugerindo que a redução de emissões dependerá mais de eficiência energética e gestão de resíduos do que de expansão da geração renovável local.
Por fim, o investimento público per capita reportado ao PNCP soma R$ 22,6 milhões em 2026, no percentil 87 nacional, mas sem variação em relação ao período anterior. Dado o porte populacional (quase 3 milhões de habitantes) e os desafios simultâneos de perda de água, queda na coleta de esgoto e altíssimas emissões, a manutenção do investimento em patamar estável — sem crescimento — pode ser insuficiente para reverter as tendências negativas identificadas nos indicadores operacionais de saneamento.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
97.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
91.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
81.3%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
15
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
31.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
85.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.1%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
50 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
912 kW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
30 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
912 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
10.787.990 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.721.448 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
6.643.379 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Investimento
Investimento público
PNCP
R$ 22.6 mi
2026
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
