BraúnasMG
4.475 habitantes · IBGE 3108800
Resumo socioambiental
Braúnas/MG apresenta déficit estrutural em saneamento básico, configurando o principal desafio socioambiental do município. A cobertura de água atinge apenas 31,7% (2022), muito abaixo da mediana nacional de 76,5% e do valor mineiro de 84,3%, posicionando o município no percentil 7 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. A situação é agravada pela perda de água de 32,4% (2022), que subiu 53,9% desde 2008 e supera a mediana nacional (29,9%), indicando ineficiência operacional que compromete ainda mais o já baixo abastecimento efetivo à população.
O quadro de esgotamento sanitário é igualmente crítico: apenas 44,2% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), contra mediana nacional de 76,9% e UF de 86,1% (percentil 10). Como consequência direta, o destino inadequado de dejetos atinge 50,7% dos domicílios, taxa mais de três vezes superior à mediana brasileira (14,9%) e muito acima do índice mineiro (7,4%), colocando Braúnas no percentil 93 — entre os municípios com pior desempenho do país nesse indicador. Ainda que tenha havido melhora relativa desde 2010 (quando o destino inadequado era 63,0%), o nível absoluto permanece alarmante e evidencia carência histórica de investimento em infraestrutura sanitária.
Em relação a emissões de GEE, o município soma 182.647 tCO₂e em 2024, valor superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas com trajetória oscilante e sem tendência linear de crescimento — o salto de 208,2% desde 2010 reflete picos pontuais (como em 2013 e 2022) mais do que uma escalada contínua. As emissões de resíduos, que se relacionam diretamente com a precariedade do saneamento, cresceram 56,1% no período (para 2.796 tCO₂e em 2024), porém permanecem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e). Já as emissões de energia (2.795 tCO₂e) estão bem abaixo da mediana do país (18.929 tCO₂e), situando o município no percentil 11 nesse quesito.
Do ponto de vista hidrológico, Braúnas mantém potência hidráulica estável de 139 MW desde 2010, valor expressivo frente à mediana nacional (10 MW), o que sugere relevância energética local via geração hídrica. Os registros de eventos extremos são pontuais: 2 ocorrências de cheia em 2016 (acima da mediana nacional, que é zero) e nenhum registro de seca no mesmo ano. Em síntese, o principal vetor de risco socioambiental do município é o saneamento básico deficitário, que demanda prioridade de investimento público, dado seu potencial de impacto cumulativo sobre saúde pública, qualidade dos recursos hídricos e emissões associadas a resíduos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
37.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
36.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
44.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
50.7%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
139 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
139 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
182.647 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.796 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.795 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
