BrejãoPE

9.399 habitantes · IBGE 2602407

IA

Resumo socioambiental

Brejão/PE apresenta déficit estrutural em saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos parâmetros nacionais. A cobertura de água atingiu 49,6% em 2022, praticamente metade da mediana brasileira (76,5%) e da média estadual (86,7%), posicionando o município no percentil 19 do país. Por outro lado, a perda de água no sistema de distribuição, que é indicador de eficiência (quanto menor, melhor), caiu de forma expressiva: de 62,9% em 2008 para 24,3% em 2022, uma redução de 61,4% no período, ficando até abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (43,5%). Esse contraste sugere que, mesmo com baixa cobertura, a gestão operacional da água distribuída melhorou consideravelmente.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do município. Apenas 46,9% dos domicílios tinham coleta de esgoto em 2022, também muito aquém da mediana nacional e estadual (ambas próximas de 77%). Como consequência direta, o destino inadequado de dejetos ainda atinge 39,2% dos domicílios — quase três vezes a mediana brasileira (14,9%) —, colocando Brejão no percentil 85, ou seja, entre os piores do país nesse quesito, apesar da melhora histórica desde 2010 (55,2%). Essa carência sanitária ajuda a explicar o patamar das emissões de resíduos, que somaram 4.660 tCO₂e em 2024, com crescimento de 40,1% desde 2010, embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

No perfil de emissões totais de GEE, o município registrou 152.002 tCO₂e em 2024, alta de 39,3% em relação a 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando-se no percentil 53. As emissões de energia, embora tenham crescido 64,7% no período, permanecem em nível baixo (2.920 tCO₂e), bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando que o setor energético não é o principal vetor de emissões locais.

Do ponto de vista hidroclimático, o município não registrou eventos de cheia em 2016, mas apresentou 12 registros de seca observada no mesmo ano, valor superior à mediana nacional (0) e que o posiciona no percentil 90, evidenciando maior vulnerabilidade à estiagem — quadro que reforça a urgência de ampliar a cobertura de água e esgoto como medida de adaptação e resiliência hídrica para a população local.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

40.5%

2024

13
17.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

22.1%

2024

70
66.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

46.9%

2022

12
4.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

39.2%

2022

15
28.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

152.002 tCO₂e

2024

47
39.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.660 tCO₂e

2024

60
40.1% no período

Emissões de energia

SEEG

2.920 tCO₂e

2024

89
64.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

12

2016

10
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.