BrunópolisSC
2.466 habitantes · IBGE 4202875
Resumo socioambiental
Brunópolis apresenta um quadro de saneamento básico preocupante, com deterioração recente após anos de estabilidade. A cobertura de água caiu de 100% (mantida entre 2012 e 2022) para 66,9% em 2024, uma queda de 33% que colocou o município abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante da média catarinense (86,8%), ocupando apenas o percentil 41. O indicador de perda de água, embora tenha melhorado historicamente (de 18,2% em 2010 para 10,4% em 2024), mostra oscilação atípica em 2023 (72,0%), sugerindo instabilidade operacional no sistema de abastecimento que merece investigação. Já a coleta de esgoto, com dado único de 100% registrado em 2009, está desatualizada e não permite avaliação da situação atual, especialmente considerando que o Censo 2022 aponta apenas 50,6% dos domicílios com coleta — abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (89,7%), no percentil 15.
O destino inadequado de resíduos domiciliares, embora tenha caído significativamente de 44,7% (2010) para 23,9% (2022), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e é substancialmente pior que a média catarinense (3,2%), posicionando o município no percentil 66 — um dos indicadores mais críticos do dossiê. Essa lacuna em saneamento se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram 10,7% desde 2010, atingindo 2.904 tCO₂e em 2024, embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
Em relação às emissões totais de GEE, Brunópolis registrou 88.195 tCO₂e em 2024, com queda de 4,2% frente a 2010, situando-se abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Contudo, chama atenção o salto de 190,1% nas emissões de energia, que passaram de 5.343 tCO₂e (2010) para 15.499 tCO₂e (2024) — tendência de alta acelerada nos últimos três anos que contrasta com a trajetória de queda observada até 2018 e que merece monitoramento, especialmente diante da capacidade hidráulica instalada de 28 MW, muito acima da mediana nacional (10 MW).
Do ponto de vista de eventos climáticos extremos, o único registro disponível (2016) mostra 3 ocorrências de cheia e 6 de seca, valores expressivos frente à mediana nacional nula, posicionando o município nos percentis 93 e 79, respectivamente. A ausência de atualizações posteriores nesses indicadores limita a análise de tendência recente, mas os dados de 2016 já sinalizavam vulnerabilidade hídrica que dialoga com a instabilidade atual do abastecimento de água.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
66.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2009
Perda de água
SNIS/SINISA
10.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
50.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
23.9%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
28 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
28 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
88.195 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.904 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
15.499 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
6
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
