Buenos AiresPE

13.254 habitantes · IBGE 2602704

IA

Resumo socioambiental

Buenos Aires/PE apresenta quadro socioambiental preocupante, com destaque negativo para o saneamento básico. A cobertura de água atingiu 68,5% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (71,4%), posicionando o município no percentil 44. Mais grave é a perda de água na distribuição, que saltou para 58,5% em 2024 — quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e muito superior à média de Pernambuco (39,3%), colocando o município no percentil 89, entre os piores do país nesse quesito. Chama atenção também a queda abrupta da cobertura de água entre 2022 (81,7%) e 2023 (63,6%), sugerindo possível falha operacional ou mudança na metodologia de medição que merece investigação local.

A situação da coleta de resíduos domiciliares reforça o cenário de fragilidade na infraestrutura urbana. Apenas 43,6% dos domicílios tinham coleta em 2022, uma queda expressiva frente aos 63,4% registrados em 2010, e bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (76,8%), no percentil 10. Consistentemente, o destino inadequado de resíduos, embora tenha melhorado desde 2010 (de 36,6% para 19,3%), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e a estadual (14,8%). Essa deficiência na gestão de resíduos se reflete nas emissões: as emissões de resíduos cresceram 68,3% desde 2010, atingindo 7.241 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), evidenciando a relação direta entre baixa cobertura de coleta e aumento da decomposição não controlada de matéria orgânica.

No balanço geral de emissões, o município mantém posição relativamente favorável, com 28.040 tCO₂e em 2024 (variação de -7,0% desde 2010) e percentil 11 nacional, refletindo o pequeno porte populacional. Entretanto, as emissões de energia mais que dobraram no período (+135,9%), acompanhando provavelmente a expansão do consumo elétrico e uso de combustíveis, ainda que o valor absoluto (7.649 tCO₂e) permaneça abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca na série disponível (ANA, 2016), o que não permite avaliar rigor hidrológico recente.

Em síntese, os desafios prioritários de Buenos Aires estão concentrados na infraestrutura de saneamento — perdas de água elevadas e baixa cobertura de coleta de resíduos —, que juntos pressionam tanto a qualidade de vida da população quanto as emissões municipais de gases de efeito estufa. Investimentos direcionados à redução de perdas na rede de abastecimento e à ampliação da coleta domiciliar tendem a gerar ganhos duplos: maior eficiência hídrica e menor geração de emissões por decomposição de resíduos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

68.5%

2024

44
25.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

58.5%

2024

11
41.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

43.6%

2022

10
31.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

19.3%

2022

42
47.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

28.040 tCO₂e

2024

89
7.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.241 tCO₂e

2024

44
68.3% no período

Emissões de energia

SEEG

7.649 tCO₂e

2024

70
135.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.