BugreMG
4.149 habitantes · IBGE 3109253
Resumo socioambiental
Bugre/MG apresenta quadro crítico de saneamento básico, com destaque negativo para o tratamento de esgoto, que permanece em 0,0% em toda a série histórica de 2011 a 2024, bem abaixo da mediana nacional de 33,3% e do valor mineiro de 44,6%. A coleta de esgoto sofreu colapso expressivo, caindo de patamares próximos a 100% entre 2011 e 2021 para apenas 46,4% em 2024 — retração de -53,6% —, ainda assim ligeiramente melhor que a coleta domiciliar medida pelo Censo (75,8% em 2022, próxima da mediana nacional de 76,9%). A cobertura de água também é preocupante: 33,6% em 2024, muito aquém da mediana nacional (73,2%) e do valor da UF (83,3%), posicionando o município no percentil 8, um dos piores indicadores do dossiê.
Um ponto positivo é a evolução da perda de água, que caiu de 45,8% em 2021 para 19,5% em 2024, ficando abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (35,8%). Essa melhora na eficiência da distribuição, no entanto, contrasta com a queda simultânea na cobertura de coleta de esgoto, sugerindo que os ganhos operacionais no sistema de água não foram acompanhados por investimentos equivalentes em infraestrutura de esgotamento sanitário — o que ajuda a explicar por que o destino inadequado de dejetos domiciliares, apesar de ter caído de 42,7% (2010) para 16,8% (2022), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e é mais que o dobro do valor mineiro (7,4%).
No campo climático, as emissões totais de GEE saltaram de 19.654 tCO₂e em 2021 para 65.471 tCO₂e em 2024, alta de 279,2%, embora o valor absoluto ainda esteja abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Emissões de resíduos (1.985 tCO₂e) e de energia (1.565 tCO₂e) permanecem em patamares baixos frente ao Brasil, indicando que o salto recente de emissões totais provavelmente decorre de outros setores (como mudança de uso da terra ou agropecuária), não capturados nos indicadores setoriais detalhados aqui.
Em síntese, Bugre enfrenta um déficit estrutural grave em saneamento — especialmente ausência total de tratamento de esgoto e baixa cobertura de água — que representa risco sanitário e ambiental direto à população, ainda que avanços recentes na redução de perdas hídricas sinalizem alguma capacidade de gestão operacional. A escalada abrupta das emissões totais de GEE nos últimos anos merece investigação e acompanhamento por parte da gestão municipal, dado o descolamento em relação aos setores de resíduos e energia.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
33.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
46.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
19.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
75.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
16.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
65.471 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.985 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.565 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
