BuriSP

20.674 habitantes · IBGE 3508009

IA

Resumo socioambiental

Buri/SP apresenta em 2024 uma cobertura de água de 93,3%, patamar acima da mediana nacional (73,2%) e próximo da média estadual (96,6%), resultando no percentil 83 do país. A série histórica mostra evolução consistente desde 2010 (84,3%), com ganho de +10,8 pp, embora tenha havido uma queda pontual em 2022 (85,3%) seguida de recuperação. A perda de água na distribuição também melhorou substancialmente, caindo de 41,9% em 2010 para 22,8% em 2024 (-45,6%), ficando abaixo da mediana nacional (29,1%) e da média estadual (28,2%), o que indica ganhos reais de eficiência operacional do sistema, e não apenas ampliação de rede.

O saneamento de esgoto revela um quadro misto. A coleta, embora ainda alta em termos absolutos (82,7% em 2024), recuou -14,3% frente ao pico de 100% observado em 2020-2021, sinalizando possível estagnação ou problema de manutenção da rede coletora nos últimos anos. Em contrapartida, o tratamento de esgoto atingiu 93,0% em 2024, muito acima da mediana nacional (33,3%) e da média estadual (66,6%), posicionando o município no percentil 94 do país — um resultado de destaque. Essa combinação sugere que o desafio atual de Buri não é a capacidade de tratamento, mas a manutenção da cobertura de coleta, cuja queda recente merece atenção dos gestores para não comprometer o ganho já obtido no tratamento.

No eixo de resíduos sólidos, o destino inadequado em domicílios caiu de 15,4% (2010) para 8,4% (2022), redução de -45,3%, ficando abaixo da mediana nacional (14,9%), ainda que distante da média estadual (1,0%). Contudo, as emissões de GEE associadas a resíduos cresceram +28,8% entre 2010 e 2024, atingindo 12.665 tCO₂e, valor acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 73 — um contraponto que indica que a melhoria na destinação formal dos resíduos não tem sido acompanhada de redução equivalente nas emissões do setor, possivelmente pelo aumento do volume gerado ou pela metodologia de disposição em aterro.

Em termos gerais, as emissões totais de GEE do município caíram -33,3% entre 2010 e 2024, chegando a 154.790 tCO₂e, valor acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas irrisório frente ao total estadual. As emissões de energia, por sua vez, cresceram +17,0% no período, alcançando 26.523 tCO₂e (percentil 57). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município na série disponível (2016). Em síntese, Buri exibe indicadores de saneamento acima da média nacional, com destaque para tratamento de esgoto e redução de perdas de água, mas enfrenta sinais de atenção na manutenção da coleta de esgoto e no crescimento das emissões ligadas a resíduos e energia, que merecem monitoramento para sustentar os avanços já conquistados.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

93.3%

2024

83
10.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

82.7%

2024

73
14.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

93.0%

2024

94
28.6% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

22.8%

2024

68
45.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

84.3%

2022

65
0.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

8.4%

2022

65
45.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

154.790 tCO₂e

2024

47
33.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.665 tCO₂e

2024

27
28.8% no período

Emissões de energia

SEEG

26.523 tCO₂e

2024

43
17.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.