BuritamaSP
17.597 habitantes · IBGE 3508108
Resumo socioambiental
Buritama apresenta infraestrutura de saneamento consolidada e acima da média nacional. A cobertura de água atingiu 99,6% em 2022, muito superior à mediana brasileira (76,5%) e à média estadual (95,2%), posicionando o município no percentil 88 do país. A coleta de esgoto chegou a 100,0% em 2021 (percentil 74 nacional), e o tratamento de esgoto alcançou 81,4% em 2022 — mais que o dobro da mediana nacional (37,7%) e superior à média paulista (69,6%), embora represente queda de 11,7% frente ao pico histórico de 96,0% registrado em 2014. A perda de água na distribuição, de 17,0% em 2022, é favorável em comparação nacional (mediana 29,9%, percentil 17), mas indica reversão de tendência, já que o índice chegou a ficar próximo de zero entre 2018 e 2019, sugerindo necessidade de atenção à manutenção da rede.
No campo dos resíduos sólidos, o quadro também é positivo: 96,1% dos domicílios têm coleta em 2022 (percentil 94 nacional) e apenas 2,9% apresentam destinação inadequada, bem abaixo da mediana nacional (14,9%), ainda que acima do índice estadual (1,0%). Chama atenção, porém, o contraste entre essa boa cobertura de coleta e o crescimento de 23,7% nas emissões de GEE de resíduos entre 2010 e 2024 (chegando a 13.853 tCO₂e), valor mais que o dobro da mediana nacional e no percentil 75 — indicando que o volume ou a forma de disposição final dos resíduos coletados tem impacto climático crescente, possivelmente ligado à destinação em aterro sem aproveitamento energético do metano.
As emissões totais de GEE do município somaram 147.299 tCO₂e em 2024, próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 52), com aumento de 5,6% desde 2010. As emissões de energia cresceram 22,1% no período, refletindo maior consumo elétrico, mas o município detém expressiva capacidade instalada de geração hidráulica (347 MW, percentil 92 nacional), o que pode compensar parte da pegada energética local caso essa geração seja considerada no balanço territorial.
Em síntese, Buritama exibe indicadores de saneamento e resíduos superiores à média brasileira, com cobertura quase universal de água, esgoto e coleta domiciliar. Os desafios residem na manutenção da eficiência da rede de água, na reversão da queda no tratamento de esgoto desde 2014 e no controle das emissões associadas a resíduos, que crescem de forma desproporcional à melhoria da cobertura de coleta.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
94.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
94.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
67.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
42.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.9%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
352 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
347 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
147.299 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
13.853 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
26.672 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
