Buriti AlegreGO
10.831 habitantes · IBGE 5203906
Resumo socioambiental
Buriti Alegre/GO apresenta em 2024 cobertura de água de 91,3%, valor superior à mediana nacional (73,2%) e à média estadual (88,8%), posicionando o município no percentil 79 do país. Apesar disso, houve retração de 1,8% em relação ao ano anterior e queda mais acentuada frente ao pico de 99,3% registrado em 2018, acompanhada por perda de água na distribuição de 32,5%, patamar acima da mediana nacional (29,1%) e do valor estadual (25,3%), indicando ineficiência operacional que pressiona a sustentabilidade do sistema mesmo com boa cobertura.
O saneamento de esgoto mostra evolução expressiva recente: a coleta saltou de patamares históricos próximos a 16-17% para 51,8% em 2024, e o tratamento avançou para 36,0%, com alta de 94,9% em um ano. Ainda assim, a coleta permanece abaixo da mediana nacional (59,9%) e distante da média de Goiás (76,3%), enquanto o tratamento já supera a mediana do país (33,3%), embora fique bem aquém do desempenho estadual (66,6%). O município opera apenas 1 ETE (2020), no percentil 77 nacional mas muito abaixo das 93 unidades médias do estado, sugerindo que o avanço recente pode estar próximo do limite de capacidade instalada sem novos investimentos em infraestrutura.
Do lado dos domicílios, a coleta de resíduos atinge 93,6% (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (89,7%), com destino inadequado em apenas 5,9%, também melhor que a mediana do país (14,9%), ainda que ligeiramente pior que a média goiana (5,5%) e em leve alta desde 2010. Esse quadro relativamente favorável em gestão de resíduos contrasta com o forte crescimento das emissões do setor: as emissões de resíduos mais que dobraram entre 2010 e 2024, chegando a 16.396 tCO₂e (+149,1%), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 79 do país — um sinal de alerta que não se reflete nos indicadores de cobertura domiciliar, sugerindo problemas na gestão final dos resíduos ou nas metodologias de tratamento.
As emissões totais de GEE do município somaram 325.428 tCO₂e em 2024, mais que o dobro da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 72. O crescimento mais acelerado vem do setor de energia, que quase triplicou desde 2010 (+178,8%), atingindo 40.608 tCO₂e, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Combinado com a ainda incompleta cobertura de esgoto e as perdas de água elevadas, esse cenário indica que os ganhos recentes em saneamento precisam ser acompanhados de investimentos em eficiência energética e gestão de resíduos para conter a trajetória de emissões, sob pena de comprometer os avanços socioambientais obtidos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
91.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
51.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
36.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
32.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
325.428 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
16.396 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
40.608 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
