Buriti do TocantinsTO

10.654 habitantes · IBGE 1703800

IA

Resumo socioambiental

Buriti do Tocantins/TO apresenta, em 2022, cobertura de água de 93,2%, acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (86,6%), posicionando o município no percentil 75 do país. Apesar do recuo de 2,7% em relação ao pico de 100% registrado em 2021, o indicador mantém-se em nível elevado dentro de uma série histórica marcada por forte volatilidade entre 2008 e 2016. A perda de água, de 22,8% em 2022, é inferior à mediana nacional (29,9%) e à do Tocantins (34,3%), refletindo desempenho relativamente melhor que o do estado, embora o valor tenha oscilado bastante nas últimas décadas, incluindo um pico atípico de 75,9% em 2016.

O saneamento básico mostra avanço consistente: a coleta de resíduos domiciliares atingiu 90,6% em 2022, salto de 57,5 pontos percentuais desde 2010, superando tanto a mediana nacional (76,9%) quanto a estadual (79,1%). Coerentemente, o destino inadequado de resíduos caiu para 9,3%, bem abaixo dos 42,5% registrados em 2010 e também inferior à mediana nacional (14,9%), posicionando o município no percentil 37 (quanto menor, melhor). Essa melhoria na gestão de resíduos, contudo, não impediu o crescimento das emissões de GEE do setor: as emissões de resíduos subiram 90,7% desde 2010, alcançando 6.751 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que o aumento da cobertura de coleta pode estar associado a maior geração de metano em disposição final, um ponto que merece atenção da gestão local.

No balanço geral de emissões, o município registrou queda expressiva de 79,5% entre 2010 e 2024, chegando a 107.047 tCO₂e, valor ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e apenas marginalmente inferior, colocando o município no percentil 43) mas muito distante da magnitude estadual, dominada por outros grandes emissores do Tocantins. As emissões de energia cresceram 64,8% no período, para 14.560 tCO₂e em 2024, mantendo-se abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), o que indica pressão crescente do consumo energético, ainda que em nível controlado comparativamente.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município na série disponível (2016), o que limita a análise de risco hidroclimático, mas também é consistente com a mediana nacional nula para o período. Em síntese, Buriti do Tocantins evidencia progresso robusto em cobertura de água e coleta de resíduos, com desempenho superior às referências nacionais e estaduais, mas enfrenta o desafio de dissociar esse avanço sanitário do crescimento das emissões associadas a resíduos e energia, aspecto central para a sustentabilidade ambiental futura do município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

88.4%

2024

74
10.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

18.2%

2024

80
24.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

90.6%

2022

79
57.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.3%

2022

63
78.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

107.047 tCO₂e

2024

57
79.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.751 tCO₂e

2024

47
90.7% no período

Emissões de energia

SEEG

14.560 tCO₂e

2024

55
64.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.