BuriticupuMA
56.896 habitantes · IBGE 2102325
Resumo socioambiental
Buriticupu apresentou avanço expressivo no saneamento entre 2021 e 2022, com a cobertura de água saltando de 13,9% para 81,4%, superando a mediana nacional (76,5%) e o desempenho médio do Maranhão (59,6%), posicionando o município no percentil 57 do país. Esse salto, no entanto, ocorre em paralelo a uma perda de água ainda elevada, de 48,6% em 2022 — bem acima da mediana nacional (29,9%), embora represente melhora significativa frente aos patamares históricos de mais de 80% registrados entre 2010 e 2020. A combinação sugere que a expansão da rede não foi acompanhada, na mesma proporção, por eficiência operacional, o que pode comprometer a sustentabilidade financeira do sistema de abastecimento.
No esgotamento sanitário, o quadro é mais preocupante: a coleta atinge 86,3% (2020), acima da mediana nacional (87,8%) e muito superior à média estadual (33,9%), mas o tratamento é 0,0%, ou seja, todo o esgoto coletado é despejado sem qualquer tratamento no ambiente. Essa lacuna também se reflete na destinação domiciliar de resíduos: 24,9% dos domicílios ainda têm destino inadequado (2022), acima da mediana nacional (14,9%), embora o índice tenha melhorado 47,3% desde 2010. A ausência de tratamento de esgoto e a destinação inadequada de resíduos são coerentes com a trajetória crescente das emissões de resíduos, que subiram 74,4% desde 2010, atingindo 32.737 tCO₂e em 2024 — patamar bem acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 90.
Do ponto de vista climático, o município é um emissor de grande magnitude: 2.761.209 tCO₂e em 2024, no percentil 96 nacional, ainda que 27,1% abaixo do pico histórico (11,5 milhões de tCO₂e em 2015), indicando forte oscilação provavelmente associada a mudanças no uso da terra. As emissões de energia cresceram 282,6% no período, chegando a 178.793 tCO₂e, também no percentil 88, sinalizando aumento da demanda energética local ou de atividades associadas. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município (2016), mas a ausência de dados recentes limita a avaliação de riscos hidroclimáticos atuais.
Em síntese, Buriticupu avançou de forma notável na cobertura de água e mantém coleta de esgoto acima da média nacional, mas enfrenta desafios estruturais críticos: zero tratamento de esgoto, perdas hídricas elevadas e emissões de GEE, resíduos e energia em patamares muito superiores à mediana do país. A priorização de investimentos em estações de tratamento de esgoto e em eficiência da rede de abastecimento é essencial para consolidar os ganhos recentes e reduzir os impactos ambientais associados.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
15.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
86.3%
2020
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
89.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
64.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
24.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
2.761.209 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
32.737 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
178.793 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
