BuritizeiroMG

24.068 habitantes · IBGE 3109402

IA

Resumo socioambiental

Buritizeiro/MG apresenta saneamento básico consolidado, com cobertura de água em 99,1% (2022) — muito acima da mediana nacional (76,5%) e do estado (84,3%), posicionando o município no percentil 86. A perda de água, embora ainda relevante em 24,7%, recuou 22,9 pontos percentuais desde 2008 e está abaixo tanto da mediana nacional (29,9%) quanto da mineira (35,0%), indicando avanço na eficiência da gestão hídrica. A coleta de resíduos domiciliares também evoluiu, atingindo 89,1% dos domicílios em 2022 (alta de 14,7 p.p. desde 2010), superando a mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu pela metade no período, chegando a 10,6% — ainda acima do índice mineiro (7,4%), mas melhor que a mediana do país (14,9%).

Do lado climático, o quadro é mais preocupante. As emissões totais de GEE somaram 497.044 tCO₂e em 2024, valor muito superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 80. Apesar da queda acentuada de 66,5% frente ao pico de 2012, essa redução concentrou-se em setores como mudança de uso da terra, enquanto as emissões de energia dispararam 168,3% desde 2010, alcançando 177.980 tCO₂e em 2024 — oito vezes a mediana nacional e percentil 88, sinalizando forte dependência de fontes fósseis ou intensificação de atividades energéticas locais. As emissões de resíduos, por sua vez, cresceram 6,7% na década, para 13.012 tCO₂e, também acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que é coerente com a persistência de destino inadequado em parcela dos domicílios.

O município possui capacidade quase nula de geração hidráulica (69 kW, estável desde 2010, percentil 3) e apenas 1 unidade de destinação de resíduos cadastrada, no limite da mediana nacional, mas muito aquém das 135 unidades médias do estado. Os registros históricos de eventos extremos em 2016 — 2 cheias e 8 secas — colocam Buritizeiro entre os percentis mais altos do país (87 e 83, respectivamente), reforçando a vulnerabilidade climática da região e a necessidade de articular investimentos em infraestrutura hídrica e energética com estratégias de mitigação de emissões, sobretudo no setor energético, que se tornou o principal vetor de crescimento das emissões municipais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

91.2%

2024

79
3.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

39.4%

2024

29
14.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

89.1%

2022

75
14.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.6%

2022

60
52.5% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2025

69
0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

69 kW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

69 kW

2024

3
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

497.044 tCO₂e

2024

20
66.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

13.012 tCO₂e

2024

26
6.7% no período

Emissões de energia

SEEG

177.980 tCO₂e

2024

12
168.3% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

8

2016

17
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.