CaaporãPB

21.865 habitantes · IBGE 2503001

IA

Resumo socioambiental

Caaporã/PB apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços no saneamento domiciliar contrastando com deterioração significativa na gestão da água e nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água caiu para 64,3% em 2024, recuando 6,7% frente ao ano anterior e ficando abaixo da mediana nacional (73,2%) e da própria série histórica do município, que já havia atingido 71,3% em 2023. Mais preocupante é a perda de água, que saltou para 61,8% em 2024 (+34,2% no ano), muito acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (41,7%), posicionando o município no percentil 91 — ou seja, entre os piores do país nesse indicador. Essa combinação sugere problemas de gestão operacional do sistema de abastecimento, com perdas crescentes que corroem os ganhos de cobertura.

No saneamento domiciliar, os indicadores são mais favoráveis: a coleta de resíduos atende 84,8% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,6%), enquanto o destino inadequado caiu para 10,7%, uma redução expressiva de 43,2% desde 2010, ficando também abaixo da mediana nacional (14,9%). Contudo, essa melhora na coleta não se refletiu em capacidade de destinação adequada: o município mantém apenas 1 unidade de destinação (2024), mesmo patamar nacional mediano, mas bem abaixo das 4 unidades médias da UF, e as emissões de resíduos cresceram 21,6% desde 2010, atingindo 12.197 tCO₂e em 2024 — quase o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

O dado mais crítico é o salto nas emissões totais de GEE, que passaram de 117.894 tCO₂e em 2023 para 598.731 tCO₂e em 2024, alta de 858% no ano, colocando o município no percentil 83 nacional. Esse movimento é explicado majoritariamente pelo setor de energia, que saltou de 89.881 para 579.025 tCO₂e no mesmo período (percentil 97), repetindo um padrão de picos já observado entre 2015 e 2018 (quando chegou a superar 2 milhões de tCO₂e), possivelmente associado a eventos pontuais de queima ou geração termelétrica, e não a uma tendência estrutural sustentada.

Em síntese, Caaporã combina bons indicadores de cobertura de coleta e redução de destino inadequado com fragilidades graves na infraestrutura hídrica (perdas elevadas) e picos abruptos de emissões energéticas que merecem investigação da origem setorial. A capacidade instalada de biomassa permanece estável em 12 MW desde 2010, acima da mediana nacional (5 MW), representando um ativo de geração renovável que não tem sido acompanhado por controle equivalente nas perdas de água nem na estabilização das emissões totais do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

64.3%

2024

38
6.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

61.8%

2024

9
34.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

84.8%

2022

66
4.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.7%

2022

59
43.2% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

12 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

598.731 tCO₂e

2024

17
858.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.197 tCO₂e

2024

28
21.6% no período

Emissões de energia

SEEG

579.025 tCO₂e

2024

3
1481.1% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.