CaatibaBA
6.224 habitantes · IBGE 2904803
Resumo socioambiental
Caatiba/BA apresenta quadro de saneamento básico preocupante e abaixo dos parâmetros nacionais. A cobertura de água chegou a 47,2% em 2022, com queda de -7,3% no período recente e recuo expressivo frente ao pico de 85,0% registrado em 2017 — o município ocupa apenas o percentil 17 nacional, distante da mediana do Brasil (76,5%) e da Bahia (80,7%). Mais grave é a ausência total de tratamento de esgoto (0,0% em 2022), enquanto a mediana nacional é de 37,7% e a da UF, 53,1%. A perda de água na distribuição, de 25,6% em 2022, também merece atenção: embora esteja no percentil 39 (abaixo da mediana nacional de 29,9%), o indicador saltou 223,4% desde 2008, sinalizando deterioração da infraestrutura de distribuição ao longo dos anos.
No manejo de resíduos sólidos, o município mostra evolução parcial: a coleta domiciliar avançou para 73,9% em 2022 (+17,4% frente a 2010), e a destinação inadequada caiu para 25,9% (-30,0% no período). Ainda assim, esse percentual permanece bem acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%), posicionando Caatiba no percentil 68 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. A falta de tratamento de esgoto combinada com destinação inadequada de resíduos ainda elevada indica pressão persistente sobre recursos hídricos e solo, mesmo com a queda nas emissões de resíduos (2.869 tCO₂e em 2024, -6,2% desde 2010), que estão abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
Em relação às emissões totais de GEE, o município registrou 226.622 tCO₂e em 2024, com alta de 49,8% desde 2010, situando-se no percentil 63 nacional — acima da mediana do Brasil (138.513 tCO₂e), embora irrisório frente ao total da Bahia. As emissões de energia, apesar de terem crescido 266,0% desde 2010, permanecem em patamar baixo (3.164 tCO₂e em 2024, percentil 13), assim como a capacidade instalada de biomassa, estagnada em 186 kW desde 2010, muito aquém da mediana nacional (5 MW).
Em síntese, Caatiba enfrenta desafios estruturais de saneamento — retrocesso no abastecimento de água, zero tratamento de esgoto e perdas crescentes na rede — que demandam investimento prioritário, especialmente por sua interligação direta com riscos sanitários e ambientais. Os registros pontuais de cheia e seca em 2016 (1 ocorrência cada), embora acima da mediana nacional (zero), sugerem vulnerabilidade climática que reforça a urgência de qualificar a infraestrutura hídrica do município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
70.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
25.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
73.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
25.9%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
186 kW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
226.622 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.869 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
3.164 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
