CabedeloPB
70.067 habitantes · IBGE 2503209
Resumo socioambiental
Cabedelo/PB apresenta situação socioambiental marcada por contraste entre excelência no abastecimento de água e fragilidade no saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e do próprio estado (77,2%), posicionando o município no percentil 100. Já a coleta de esgoto, embora tenha crescido +59,2% na última década, chegou a apenas 38,3% em 2021 — muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e mesmo da mediana estadual (64,8%), colocando Cabedelo no percentil 21. O tratamento de esgoto, em 27,8% (2022), também fica abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (42,7%), evidenciando que a infraestrutura de destinação final do esgoto coletado ainda é insuficiente, apesar de o município contar com 1 ETE instalada (2020), em linha com a mediana nacional.
A perda de água na distribuição, de 35,1% (2022), apesar de ter recuado -21,3% desde 2008, ainda supera a mediana nacional (29,9%), embora esteja levemente melhor que a UF (37,3%). Esse indicador reforça a necessidade de investimentos na rede, já que parte do esforço em manter cobertura universal de água é comprometida por perdas físicas e comerciais elevadas. Por outro lado, os dados de resíduos sólidos domiciliares são favoráveis: 93,5% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%), e apenas 1,3% apresentam destino inadequado, bem inferior à mediana nacional (14,9%) e estadual (15,4%), posicionando o município no percentil 8 (favorável, pois menor é melhor).
Chama atenção o descompasso entre a boa gestão de resíduos domiciliares e o crescimento acelerado das emissões de GEE associadas a resíduos, que saltaram +100,9% entre 2010 e 2024, atingindo 32.120 tCO₂e — valor muito superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 89. Esse aumento, combinado à baixa cobertura de tratamento de esgoto, sugere que a decomposição de resíduos e efluentes não tratados é um vetor relevante de emissões municipais. As emissões totais de GEE somaram 176.878 tCO₂e em 2024 (+7,9% desde 2010), acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 57), com o setor de energia como maior contribuinte (144.816 tCO₂e), ainda que em leve queda (-1,6%).
Do ponto de vista de eventos hidrológicos, o município registrou 3 ocorrências de cheia e 1 de seca em 2016, indicadores pontuais mas que, no contexto nacional, posicionam Cabedelo nos percentis 93 e 59, respectivamente, sinalizando exposição a eventos extremos relativamente maior que a mediana brasileira. Em síntese, Cabedelo destaca-se positivamente em abastecimento de água e gestão de resíduos domiciliares, mas exige atenção prioritária em ampliação da coleta e tratamento de esgoto, redução de perdas de água e controle das emissões vinculadas a resíduos, áreas em que o município permanece atrás das referências nacionais e estadu
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
80.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
40.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.3%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
59.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.3%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2020
Clima
Emissões de GEE
SEEG
176.878 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
32.120 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
144.816 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
