Cabo VerdeMG

11.396 habitantes · IBGE 3109501

IA

Resumo socioambiental

Cabo Verde/MG apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços na coleta de esgoto e nas emissões de gases de efeito estufa, mas fragilidades importantes no abastecimento de água e, sobretudo, no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 54,5% em 2022, com queda de 13,9% desde 2008, posicionando o município abaixo da mediana nacional (76,5%) e muito aquém da média mineira (84,3%), no percentil 24 — ou seja, entre os piores 24% do país nesse quesito. Já a coleta de esgoto é um ponto forte, com 99,8% em 2021, superando tanto a mediana nacional (87,8%) quanto a média de Minas Gerais (85,0%), no percentil 73.

O contraste mais crítico do dossiê está entre a alta cobertura de coleta de esgoto e a ausência total de tratamento: 0,0% em 2022, mesmo após picos pontuais de 7,8% (2012) e 13,4% (2013). Isso indica que praticamente todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, situação abaixo da mediana nacional (37,7%) e da média estadual (44,5%), no percentil 25. O município possui apenas 1 ETE registrada (2020), no percentil 77 nacional, mas isso não se traduz em tratamento efetivo, sugerindo subutilização ou insuficiência da estrutura existente. Por outro lado, a perda de água na distribuição caiu para 20,6% em 2022 (queda de 17,8% desde 2008), ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média mineira (35,0%), no percentil 25 — um resultado positivo de eficiência operacional.

No eixo de resíduos domiciliares, houve melhora expressiva: o destino inadequado caiu de 16,2% (2010) para 3,7% (2022), redução de 77%, ficando bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e até da média estadual (7,4%), no percentil 19 (favorável). A coleta domiciliar, contudo, recuou de 83,8% para 80,9% no mesmo período, embora ainda acima da mediana nacional (76,9%).

As emissões totais de GEE caíram de forma acentuada, de 182.791 tCO₂e (2022) para 74.822 tCO₂e em 2024, redução de 35,4% em dois anos, situando o município abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 32. As emissões de resíduos também recuaram para 6.462 tCO₂e (2024), queda de 11% desde 2010, próximas à mediana nacional (6.191 tCO₂e). Já as emissões de energia cresceram 9,4% no período, atingindo 11.857 tCO₂e em 2024, ainda assim abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, sem indicação de risco hidrológico extremo nesse recorte.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

63.7%

2024

37
15.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

63.5%

2024

53
36.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

55.1%

2024

64

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

20.3%

2024

74
16.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

80.9%

2022

58
3.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.7%

2022

81
77.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

74.822 tCO₂e

2024

68
35.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.462 tCO₂e

2024

48
11.0% no período

Emissões de energia

SEEG

11.857 tCO₂e

2024

60
9.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.