CabreúvaSP
48.473 habitantes · IBGE 3508405
Resumo socioambiental
Cabreúva apresenta avanços consistentes em saneamento básico, embora ainda abaixo dos patamares médios nacionais e estaduais em alguns indicadores. A cobertura de água atingiu 75,9% em 2022, praticamente empatada com a mediana nacional (76,5%, percentil 49), mas distante da média paulista (95,2%). A coleta de esgoto chegou a 79,2% em 2021, abaixo da mediana do país (87,8%) e do estado (94,6%, percentil 42). Em contrapartida, o tratamento de esgoto é o destaque positivo do município: 81,1% em 2022, valor mais que o dobro da mediana nacional (37,7%) e superior à média de SP (69,6%, percentil 78), refletindo um salto expressivo desde 2019 (71,3%), possivelmente associado à ampliação de capacidade nas duas ETEs existentes (2020). As perdas de água também vêm caindo de forma relevante, de 47,4% em 2008 para 28,2% em 2022, ligeiramente melhor que a mediana nacional (29,9%) e a média estadual (32,1%).
Um ponto de atenção crítico é a coleta domiciliar de resíduos sólidos, que despencou de 98,4% em 2010 para 22,6% em 2022 — muito abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média de SP (89,7%), posicionando o município no percentil 2. Essa queda brusca contrasta com o indicador de destino inadequado de resíduos, que se mantém baixo (0,5% em 2022, ante mediana nacional de 14,9%), sugerindo possível mudança na metodologia de coleta (por exemplo, maior uso de coleta privada ou informal não captada pelo Censo) mais do que piora efetiva na destinação final. Essa dissonância merece verificação local, pois a queda na cobertura formal de coleta é incompatível com a manutenção da baixa inadequação de destino.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram significativamente, de 179 mil tCO₂e (2010) para 99.170 tCO₂e (2024), uma redução de 44,6%, com o município ficando próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 40) e em patamar irrisório frente ao total estadual. A queda foi puxada principalmente pelo setor de energia, que caiu 41,5% no período. Entretanto, as emissões de resíduos seguem em trajetória oposta, com alta de 30,1% (de 25.834 para 33.601 tCO₂e), colocando Cabreúva no percentil 90 nacional — um nível muito acima da mediana do país (6.191 tCO₂e). Esse crescimento nas emissões de resíduos, combinado com a queda abrupta na coleta domiciliar formal, indica que a gestão de resíduos sólidos é hoje o principal desafio ambiental do município, demandando prioridade em políticas públicas e investimento.
Por fim, não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, e a capacidade de geração de energia por biomassa se mantém estável em 3 MW desde 2016, abaixo da mediana nacional (5 MW). Em síntese, Cabreúva evoluiu de forma notável no tratamento de esgoto e na redução de perdas de água e emissões energéticas, mas enfrenta um retrocesso preocupante na cobertura de coleta de resídu
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
83.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
75.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
79.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
25.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
22.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.5%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2015
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
3 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
99.170 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
33.601 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
74.741 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
