Caçapava do SulRS

33.508 habitantes · IBGE 4302808

IA

Resumo socioambiental

Caçapava do Sul apresenta um quadro socioambiental marcado por fragilidades severas em saneamento básico e por trajetória preocupante em emissões de gases de efeito estufa. A coleta de esgoto atinge apenas 3,7% dos domicílios em 2024, muito abaixo da mediana nacional (59,9%) e da própria média do Rio Grande do Sul (47,8%), posicionando o município no percentil 3 do país — ou seja, entre os piores do Brasil neste quesito. O tratamento de esgoto, historicamente nulo, só passou a existir em 2024, com 2,4%, ainda distante da mediana nacional (33,3%). A cobertura de água, por sua vez, está em situação intermediária: 75,4% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) mas abaixo da média gaúcha (86,2%), com perda de água de 36,8%, superior à mediana do país (29,1%), indicando ineficiência na distribução que penaliza tanto o consumidor quanto a sustentabilidade hídrica local.

No recorte domiciliar do Censo, 81,5% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), acima da mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado caiu de 18,7% para 11,8% entre 2010 e 2022, uma melhora relevante, embora o indicador de esgoto sanitário não acompanhe essa evolução — sugerindo investimento concentrado em resíduos sólidos em detrimento do saneamento hídrico.

O quadro de emissões é o ponto mais crítico do dossiê. As emissões totais de GEE somaram 935.678 tCO₂e em 2024, com queda de 13,7% frente ao pico da série, mas ainda no percentil 89 nacional — entre os municípios mais emissores do Brasil, refletindo o peso do perfil rural/agropecuário do município. As emissões de energia dispararam +160,6% desde 2010, chegando a 174.629 tCO₂e (percentil 88), enquanto as emissões de resíduos cresceram 9,8%, atingindo 13.582 tCO₂e (percentil 75) — um crescimento que dialoga diretamente com a baixíssima cobertura de tratamento de esgoto, pois a matéria orgânica não tratada tende a gerar mais emissões de metano.

Em infraestrutura de energia limpa, a potência instalada de biomassa está estagnada em 324 kW desde 2011, muito abaixo da mediana nacional (5 MW), indicando ausência de investimento em diversificação energética renovável no período. Os registros de eventos climáticos extremos (5 cheias e 3 secas em 2016) são pontuais na série disponível, mas já superam a mediana nacional (zero), sinalizando exposição a riscos hidroclimáticos que merecem monitoramento contínuo, especialmente diante da fragilidade da infraestrutura de saneamento identificada.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

75.4%

2024

53
8.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

3.7%

2024

3
40.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

2.4%

2024

27

Perda de água

SNIS/SINISA

36.8%

2024

34
9.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

81.5%

2022

59
0.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

11.8%

2022

57
36.9% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

324 kW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

935.678 tCO₂e

2024

11
13.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

13.582 tCO₂e

2024

25
9.8% no período

Emissões de energia

SEEG

174.629 tCO₂e

2024

12
160.6% no período

Registros de cheia

ANA

5

2016

2
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.