Cachoeira do ArariPA

25.243 habitantes · IBGE 1502004

IA

Resumo socioambiental

Cachoeira do Arari apresenta quadro de saneamento crítico, com defasagem expressiva em relação ao restante do país. A cobertura de água atingiu apenas 21,9% em 2022 — mesmo após um salto expressivo em relação a 2021 (12,9%), o município permanece no percentil 3 nacional, muito abaixo da mediana brasileira (76,5%) e da própria média estadual (55,0%). A coleta de esgoto segue padrão semelhante: apenas 39,8% dos domicílios eram atendidos em 2022 (percentil 8), enquanto o destino inadequado de dejetos ainda atinge 59,5% dos domicílios, no percentil 97 — ou seja, entre os piores do Brasil, apesar da melhora de 11,7% desde 2010. Essa combinação de baixíssima cobertura de água e altíssimo destino inadequado de esgoto indica infraestrutura sanitária estruturalmente deficiente, com risco direto à saúde pública e aos corpos hídricos locais.

A perda de água na distribuição, de 28,4% em 2022, é o único indicador de saneamento em posição relativamente favorável (percentil 46, próximo à mediana nacional de 29,9%), mas representa uma redução expressiva frente aos patamares de 40%–48% observados entre 2013 e 2021 — sinalizando possível melhoria operacional recente, coincidente com a expansão da cobertura de água no mesmo ano.

No campo climático, o município mantém-se como sumidouro líquido de carbono, com emissões totais de -21.124 tCO₂e em 2024, refletindo o papel da vegetação amazônica local mesmo com forte redução da capacidade de sequestro desde 2010 (quando o saldo era de -580.227 tCO₂e), uma queda de mais de 96% no balanço líquido em quatorze anos. As emissões de resíduos, por outro lado, cresceram 69,6% no período, chegando a 8.962 tCO₂e em 2024 (percentil 63, acima da mediana nacional de 6.191 tCO₂e), o que dialoga diretamente com a baixa cobertura de coleta e destino inadequado de esgoto — indicando que a gestão de resíduos sólidos e líquidos permanece fonte crescente de pressão ambiental. As emissões de energia, embora estáveis (+0,7% no período, 11.067 tCO₂e em 2024), estão abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), refletindo baixa intensidade energética local.

Em síntese, o município enfrenta o desafio simultâneo de universalizar o saneamento básico — hoje um dos pontos mais críticos do cenário nacional — e de conter o crescimento das emissões de resíduos, ao mesmo tempo em que se beneficia de um patrimônio florestal que ainda garante saldo de carbono negativo, embora em trajetória de erosão acelerada. Investimentos em água e esgoto tendem a gerar dupla externalidade positiva: redução das emissões de resíduos e proteção do estoque de carbono florestal associado ao território.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

15.6%

2024

2
17.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

42.5%

2024

25
4.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

39.8%

2022

8
22.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

59.5%

2022

3
11.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-21.124 tCO₂e

2024

97
96.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.962 tCO₂e

2024

37
69.6% no período

Emissões de energia

SEEG

11.067 tCO₂e

2024

62
0.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.