Cachoeira dos ÍndiosPB
9.351 habitantes · IBGE 2503308
Resumo socioambiental
Cachoeira dos Índios/PB apresenta em 2022 cobertura de água de apenas 43,6%, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (77,2%), posicionando o município no percentil 14 — entre os piores do país nesse quesito, apesar de avanço de 20,9% desde 2008. A perda de água na distribuição, embora tenha caído significativamente (-47,9% desde 2008, chegando a 26,4% em 2022), voltou a subir após mínima de 16,4% em 2020, indicando possível deterioração recente da gestão operacional do sistema.
No saneamento de esgoto há um contraste relevante: a coleta formal atinge 100% (2021), superando largamente a mediana nacional (87,8%) e a UF (64,8%), mas o tratamento de esgoto é 0,0% em toda a série 2020-2022, contra mediana nacional de 37,7%. Isso significa que todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, um passivo ambiental crítico que contradiz o indicador de cobertura. Essa fragilidade se confirma nos dados censitários: apenas 53,4% dos domicílios têm coleta de resíduos (percentil 18, abaixo da mediana de 76,9%), e 44,7% têm destino inadequado de resíduos sólidos, quase o triplo da mediana nacional (14,9%) e do estado (15,4%), colocando o município no percentil 89 — entre os piores do Brasil nesse aspecto, embora com melhora de 22,8% desde 2010.
Essa deficiência na gestão de resíduos se reflete no crescimento das emissões do setor: as emissões de resíduos aumentaram 37,6% entre 2010 e 2024, atingindo 4.962 tCO₂e, ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e). Já as emissões totais de GEE somaram 147.713 tCO₂e em 2024, próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 52), com pico expressivo em 2022 (218.648 tCO₂e) seguido de queda. As emissões de energia, embora tenham recuado 28,4% desde 2010, permanecem elevadas frente ao padrão nacional (79.966 tCO₂e ante mediana de 18.929 tCO₂e), sugerindo dependência de fontes intensivas em carbono no perfil energético local.
Do ponto de vista hídrico-climático, o município registrou eventos de seca (14 registros) e cheia (3 registros) em 2016, ambos no percentil 93 nacional, indicando vulnerabilidade relevante a extremos climáticos. Combinada à baixa cobertura de água e à ausência total de tratamento de esgoto, essa exposição climática reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de saneamento básico e em resiliência hídrica, para reduzir riscos sanitários e ambientais à população.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
33.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
10.7%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
17.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
53.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
44.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
147.713 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.962 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
79.966 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
14
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
