CachoeirinhaTO

1.991 habitantes · IBGE 1703826

IA

Resumo socioambiental

Cachoeirinha/TO apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com destaque positivo para o abastecimento de água e fragilidades relevantes em saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e a média do Tocantins (86,6%), colocando o município no percentil 100. As perdas de água também recuaram de forma expressiva, caindo 52,7% desde 2012 e chegando a 18,9% em 2022, abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,3%) — um resultado consistente com boa gestão operacional do sistema.

O cenário de esgotamento sanitário, no entanto, é preocupante e desatualizado: os últimos dados disponíveis (2012) indicam apenas 35,5% de coleta e 13,3% de tratamento de esgoto, ambos muito abaixo das medianas nacionais mais recentes (87,8% e 37,7%, respectivamente) e da média estadual. Essa lacuna se reflete na destinação de resíduos domiciliares: embora o percentual de destino inadequado tenha caído de 66,3% (2010) para 22,6% (2022), o valor ainda supera a mediana nacional e a do Tocantins (ambas 14,9%), situando o município no percentil 64 — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros nesse quesito.

Em relação às emissões de gases de efeito estufa, Cachoeirinha registrou 75.575 tCO₂e em 2024, com forte oscilação ao longo da série histórica e alta de 30,6% em relação a 2023. Ainda assim, o valor fica abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 32. As emissões associadas a resíduos, de 1.794 tCO₂e em 2024, cresceram 15,4% no último ano, movimento coerente com a persistência de destinação inadequada de domicílios, mas permanecem bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 9. As emissões de energia também são baixas frente ao padrão nacional (2.619 tCO₂e ante mediana de 18.929 tCO₂e).

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município na série disponível (2016), o que limita a análise de riscos hidroclimáticos recentes. Em síntese, o município evoluiu de forma consistente no abastecimento de água e no controle de perdas, mas o atraso nos dados e no desempenho do esgotamento sanitário representa o principal gargalo socioambiental, com potencial de pressionar tanto a saúde pública quanto as emissões futuras de resíduos caso não haja investimento em tratamento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

76.3%

2024

55
23.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

35.5%

2012

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

13.3%

2012

0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

39.6%

2024

29
1.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

76.8%

2022

50
127.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

22.6%

2022

36
65.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

75.575 tCO₂e

2024

68
30.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.794 tCO₂e

2024

91
15.4% no período

Emissões de energia

SEEG

2.619 tCO₂e

2024

90

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.